São Paulo, 20 de Outubro de 2026
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Emirados Árabes Unidos reclamam que Ormuz segue controlado pelo Irã

Os Emirados Arábes Unidos (EAU) reclamaram, nesta quinta-feira (9), que a passagem no Estreito de Ormuz, por onde transitam 20% do petróleo e gás do planeta, segue controlado pelo Irã. Os Emirados pedem que a passagem fique totalmente livre

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Agência Brasil

Emirados Árabes Unidos reclamam que Ormuz segue controlado pelo Irã
Créditos: Agência Brasil

Os Emirados Arábes Unidos (EAU) reclamaram, nesta quinta-feira (9), que a passagem no Estreito de Ormuz, por onde transitam 20% do petróleo e gás do planeta, segue controlado pelo Irã. Os Emirados pedem que a passagem fique totalmente livre.

“O Estreito de Ormuz não está aberto. O acesso está sendo restringido, condicionado e controlado. Passagem condicionada não é passagem. É controle disfarçado. Isso não é liberdade de navegação”, lamentou o ministro da Indústria dos EAU, Sultan Al Jaber‏.

Ao anunciar o acordo de cessar-fogo com os Estados Unidos (EUA), o Irã informou que a passagem estaria sujeita à “coordenação” iraniana.

“Durante um período de duas semanas, a passagem segura pelo Estreito de Ormuz será possível mediante coordenação com as Forças Armadas do Irã e levando em consideração as limitações técnicas”, disse o comunicado do ministro das Relações Exteriores de Teerã, Seyed Abbas Araghchi.

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Nesta quinta-feira (9), a Guarda Revolucionária do Irã compartilhou um mapa com rotas alternativas para navegação no Estreito de Ormuz devido à presença de diversas minas antinavios no Estreito.

A Reuters informou que apenas um navio-tanque de produtos petrolíferos e cinco graneleiros navegaram pelo Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas, baseada em dados das empresas de monitoramento de navios Kpler, Lloyd's List Intelligence e Signal Ocean.

Uma autoridade iraniana não identificada informou à agência russa Tass que será permitida a passagem de apenas 15 embarcações por dia durante as duas semanas do cessar-fogo pactuado, condicionada ainda à aprovação de Teerã e ao cumprimento de um protocolo.

Vem crescendo a pressão internacional para que o Irã abra completamente o Estreito e não cobre pedágio para passar pela costa do país. Teerã tem defendido que o status de Ormuz jamais voltará a ser como antes em função da agressão sofrida pelo país por parte dos Estados Unidos (EUA) e Israel. 

A violação do cessar-fogo por parte de Israel ao bombardear massivamente o Líbano tem colocado o frágil acordo em risco, segundo o próprio Irã. Uma reunião está marcada para esta sexta-feira (10) em Islamabad, no Paquistão, entre representantes de Teerã e Washington para discutir o futuro do conflito.

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