São Paulo, 20 de Outubro de 2026
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Organização Marítima quer corredor humanitário no Estreito de Ormuz

A Organização Marítima Internacional (OMI) anunciou que deseja criar um corredor humanitário no Estreito de Ormuz para retirar os navios presos no Golfo Pérsico devido ao conflito no Médio Oriente

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Agência Brasil

Organização Marítima quer corredor humanitário no Estreito de Ormuz
Créditos: Agência Brasil

A Organização Marítima Internacional (OMI) anunciou que deseja criar um corredor humanitário no Estreito de Ormuz para retirar os navios presos no Golfo Pérsico devido ao conflito no Médio Oriente.

"Estou pronto para começar a trabalhar imediatamente nas negociações destinadas a estabelecer um corredor humanitário para evacuar todos os navios e marítimos retidos", afirmou o secretário-geral da OMI, Arsenio Dominguez, ao final de uma sessão extraordinária de dois dias do Conselho da OMI em Londres, segundo informações da agência RTP.

"Para que isso se concretize, precisarei da compreensão, do empenho e, acima de tudo, de ações concretas por parte de todos os países envolvidos, bem como do setor e das agências relevantes da ONU", disse Dominguez.

Europa e Japão 

Os governos da França, Reino Unido, Alemanha, Itália, Países Baixos e do Japão publicaram nesta quinta-feira (19) uma declaração conjunta manifestando disposição para abrir o Estreito de Ormuz.

“Manifestamos nossa disposição em contribuir com os esforços necessários para garantir a passagem segura pelo Estreito. Saudamos o compromisso das nações que estão se empenhando no planejamento preparatório”, diz o comunicado conjunto.

A declaração não detalha como seria essa abertura do Estreito e ocorre quatro dias após países da Europa, além do Japão, terem se negado a participar dos esforços dos Estados Unidos e de Israel para abrir o Estreito.

A negativa irritou o presidente Donald Trump, que passou a dizer que não precisaria de "ninguém" para liberar a área.

O fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, por onde transitam cerca de 20% do petróleo mundial, tem abalado os mercados financeiros e levado a alta do barril no mercado global, com repercussões econômicas importantes em todo o mundo.

* Com informações da RTP

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