São Paulo, 20 de Outubro de 2026
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Padrasto de aluno suspeito de atacar escola é investigado pela polícia

As duas servidoras que morreram no ataque ao colégio do Acre estão sendo veladas nesta quarta-feira (6), em Rio Branco. Elas trabalhavam como supervisoras de corredor na Escola Instituto São José, onde um garoto de 13 anos realizou um ataque armado,

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Rádio Agência Nacional

Padrasto de aluno suspeito de atacar escola é investigado pela polícia
Créditos: Rádio Agência Nacional

As duas servidoras que morreram no ataque ao colégio do Acre estão sendo veladas nesta quarta-feira (6), em Rio Branco. Elas trabalhavam como supervisoras de corredor na Escola Instituto São José, onde um garoto de 13 anos realizou um ataque armado, na tarde dessa terça-feira (6).

O velório de Raquel Sales Feitosa, 37 anos, acontece na Funerária São João Batista, em Rio Branco. O de Alzenir Pereira da Silva, 53 anos, é na casa da família, no bairro Cidade Nova, também na capital acreana. Ainda não foi informado a hora dos sepultamentos.

As duas funcionárias morreram no local do ataque executado por um aluno do colégio, de 13 anos. Ele assumiu a autoria dos disparos e está sob custódia, juntamente com a pistola calibre 38. 

Uma terceira funcionária, de 40 anos, e uma aluna, de 11, ficaram feridas, foram encaminhadas ao Ponto Socorro de Rio Branco e estão estáveis.

A governadora do Acre, Mailza Assis, disse que o garoto não agiu sozinho:

"A criança e o responsável pela arma estão detidos e as investigações continuam porque o menino não agiu sozinho. Como mãe e governadora quero me solidarizar com famílias e garantir que as investigações seguirão até o esclarecimento total do ocorrido."

O padrasto, responsável legal pelo menor, e dono da arma, também foi detido. A Polícia Civil do Acre trabalha com duas linhas de investigação:

sobre o responsável pela arma, que responderá pela guarda do armamento, e pelo ato infracional praticado pelo adolescente.

A polícia também está de posse do celular do menor, para verificar se ele integrava grupos que planejava outros ataques. A tragédia mobilizou diversos órgãos públicos, das três esferas.

Aulas suspensas

O secretário de Justiça e Segurança Pública do Acre, José Américo Gaia, disse que medidas emergenciais serão adotadas, como detectores de metal, verificação de mochilas e bolsas na entrada das escolas. 

As aulas em todas as escolas da rede estadual foram suspensas por três dias no Acre. A Prefeitura de Rio Branco também paralisou as aulas por três dias na rede municipal e anunciou um projeto de segurança na escola atacada, para prestar apoio às famílias das vítimas, estudantes, servidores, colaboradores e à direção da instituição.

O Tribunal de Justiça destacou a necessidade de proteção da imagem e das informações, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente.

A ministra do Meio Ambiente, a acreana Marina Silva, escreveu em uma rede social que "dói ver uma escola ser atingida pela violência".

O Ministério da Educação enviou ao Acre uma equipe do Programa Escola que Protege, especializada em situações de crise e violência extrema.

*Com produção de Luciene Cruz.

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