São Paulo, 20 de Outubro de 2026
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Morte de médica durante perseguição policial no Rio gera indignação

A morte da médica Andréa Marins Dias, de 61 anos, durante uma abordagem policial em Cascadura, na zona norte do Rio de Janeiro, gerou manifestações de luto e indignação por parte de diversas instituições e autoridades. Em nota, o Ministério da Saúde

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Rádio Agência Nacional

Morte de médica durante perseguição policial no Rio gera indignação
Créditos: Rádio Agência Nacional

A morte da médica Andréa Marins Dias, de 61 anos, durante uma abordagem policial em Cascadura, na zona norte do Rio de Janeiro, gerou manifestações de luto e indignação por parte de diversas instituições e autoridades.

Em nota, o Ministério da Saúde destacou a relevante atuação da médica no Instituto Nacional de Câncer (Inca) e expressou suas condolências a familiares, amigos, colegas de trabalho e pacientes neste momento de tristeza.

Por meio das redes sociais, a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, pediu celeridade nas investigações…

"Dói muito perder a Andréa e saber tudo o que ela representava e o que ainda podia representar para tanta gente. Eu reitero meu pedido de celeridade das investigações à Delegacia de Homicídios da Capital, que conduz o caso, e queria muito destacar a importância das câmeras corporais como ferramenta fundamental para combater injustiças e falhas em qualquer abordagem ou operação. No mais, eu quero deixar meu abraço muito apetado para a família e amigos, toda solidariedade. Só quem passa por isso sabe o quanto dói. É triste, doloroso e revoltante".

O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) pediu investigação criteriosa às autoridades e lamentou a situação de insegurança pública a que, segundo o órgão, diariamente, médicos e toda a sociedade estão sujeitos.

A Associação dos Funcionários do Instituto Nacional de Câncer (Afinca)  reforçou em nota o compromisso com a memória da profissional, que deve ser tratada “como legado de dedicação à medicina e ao serviço público".

A Secretaria de Estado de Polícia Militar do Rio de Janeiro lamentou a morte e informou que, por determinação do secretário de Polícia Militar, Marcelo de Menezes Nogueira, foi instaurado um procedimento para apurar os fatos ocorridos durante a ação.

As investigações estão sendo conduzidas pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).

Atingida por disparos no carro

A médica foi morta ao sair da casa dos pais na noite de domingo (15). Ela estava ao volante quando foi atingida por disparos durante uma perseguição policial a acusados de roubo na região. A suspeita é que o carro dela tenha sido confundido com o veículo utilizado pelos bandidos.

O corpo de Andréa Marins Dias será sepultado no Cemitério da Penitência, no Caju, zona portuária do Rio, na tarde desta terça-feira (17).

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