São Paulo, 20 de Outubro de 2026
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SAÚDE

Ministério da Saúde estuda oferecer canetas emagrecedoras pelo SUS

Quem depende de tratamento contra a obesidade pode ter uma novidade em breve. O Ministério da Saúde estuda oferecer de graça, pelo SUS, as chamadas canetas emagrecedoras. A distribuição gratuita vai depender da conclusão de estudos em andamento e da

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Rádio Agência Nacional

Ministério da Saúde estuda oferecer canetas emagrecedoras pelo SUS
Créditos: Pedro Lacerda – Repórter da Rádio Nacional

Quem depende de tratamento contra a obesidade pode ter uma novidade em breve. O Ministério da Saúde estuda oferecer de graça, pelo SUS, as chamadas canetas emagrecedoras. A distribuição gratuita vai depender da conclusão de estudos em andamento e da definição de um protocolo clínico.

Segundo o ministro Alexandre Padilha, a oferta pelo SUS não será para fins estéticos. O ministério avalia grupos específicos: pacientes na fila de cirurgia bariátrica, pessoas com obesidade associada a problemas cardíacos e mulheres que tiveram câncer de mama; neste último caso, para verificar se o medicamento reduz o risco de a doença retornar.

Um dos estudos em andamento no país, autorizado pela Anvisa, acompanha 250 pacientes do SUS com obesidade grave, em parceria com o Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre. Conforme o ministro, o primeiro paciente incluído no projeto já perdeu seis quilos, mudou hábitos de vida e passou a fazer atividade física.

Articulação

Nesta sexta-feira (18), nas redes sociais, Padilha explicou que essa articulação com a Anvisa, iniciada após uma recomendação da Organização Mundial da Saúde, já resultou em novos registros de medicamentos e no início do protocolo de uso no SUS.

"É isso que o Ministério da Saúde vem fazendo desde o final do ano passado, junto com a Anvisa, quando convocamos empresas e elas registraram. O Brasil tem o maior número de registros das chamadas canetas emagrecedoras, baixando o preço para a população, e iniciamos o protocolo de uso no Sistema Único de Saúde para ver qual a indicação correta para acesso no SUS, de graça."

Segundo o ministro, o país já soma 14 produtos registrados contra a obesidade. O aumento da oferta fez o preço das canetas cair de até R$ 2 mil para uma faixa entre R$ 300 e R$ 400 nas farmácias.

Padilha destacou ainda que a estratégia do governo no combate à doença não se limita ao medicamento em si, mas inclui também o papel da atividade física e da alimentação saudável.

"De um lado, ampliação da produção local, transferência de tecnologia, preços acessíveis à população, combinado com a continuidade do protocolo de uso desses medicamentos, combinado com o estímulo à atividade física e à alimentação saudável."

Lembrando que o protocolo ainda está em elaboração e vai orientar a indicação correta do medicamento nas unidades do SUS em todo o país.

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