São Paulo, 19 de Outubro de 2026
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SAÚDE

Dengue: São Paulo registra mais de 58 mil casos de dengue desde o início de 2026

No estado, 42 pessoas morreram pela doença e 30 óbitos estão em investigação; Taubaté é o município com maior número de mortes por dengue

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Brasil 61

Dengue: São Paulo registra mais de 58 mil casos de dengue desde o início de 2026
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil|Créditos: Brasil 61

Mais de 58 mil casos de dengue foram registrados em São Paulo desde o início de 2026. Dados das autoridades de saúde apontam que 42 pessoas morreram em decorrência da doença. E, no momento, há 30 óbitos sob investigação. 

O município paulista de Taubaté (SP) tem o maior número de mortes pela doença até agora. A cidade registrou 11 óbitos, sendo sete pacientes com idade entre 10 anos e 79 anos e quatro com mais de 80 anos. 

Segundo matéria da Agência Brasil, publicada no último domingo (6), a Secretaria da Saúde aponta que dos 58.683 registros de dengue em todo o estado de São Paulo, 57.402 foram classificados como casos de dengue, 1.180 como de dengue com sinais de alarme e 101 de dengue grave.

Confira os sintomas do quadro com sinais de alarme:

  • Vômito;
  • Dor abdominal;
  • Sangramento de mucosas entre outros sintomas.

Já o paciente com dengue grave apresenta choque ou desconforto respiratório, sangramento grave ou comprometimento severo de órgãos.

Medidas de controle

A matéria da Agência Brasil destacou que a Secretaria da Saúde disse que mantém medidas de controle da arbovirose no estado. Entre as ações estão acompanhamento ininterrupto e atenção especial no intervalo de outubro a maio, quando as transmissões registram aumento.

A pasta destacou, ainda, o lançamento do Plano Estadual de Preparação e Resposta em Saúde para o Fenômeno El Niño, que adapta ações diante do provável aumento no número de casos de dengue.

Segundo o plano, as mudanças de temperatura, chuva e umidade provocadas pelo fenômeno podem alterar a distribuição de arboviroses, que são as doenças transmitidas por mosquitos, como dengue, chikungunya, zika e febre amarela.

Entre as providências estão a identificação de regiões prioritárias, o fortalecimento das salas de situação e o apoio aos municípios na organização da vigilância e da rede de atendimento.

O plano também destaca as principais ameaças relacionadas aos efeitos do El Niño  e os impactos disso para a população entre os Departamentos Regionais de Saúde (DRS) de São Paulo. 

De acordo com o plano, as regiões de Araçatuba, Araraquara, São José do Rio Preto, Barretos, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Marília, Bauru, Franca, São João da Boa Vista e Piracicaba estão entre as áreas de maior prioridade.

O alerta é para o aumento da transmissão dessas doenças, o que pode provocar sobrecarga nos serviços de saúde, além de mais internações e mortes por formas graves, principalmente entre grupos vulneráveis.

Com informações da Agência Brasil.

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