São Paulo, 20 de Outubro de 2026
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SAÚDE

Risco de disseminação do ebola pelo mundo é baixo, diz Tedros Adhanom

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou nesta segunda-feira (27) que é baixo o risco de disseminação do vírus ebola da Repúlica Democrática do Congo (RDC) para o resto do mundo

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Agência Brasil

Risco de disseminação do ebola pelo mundo é baixo, diz Tedros Adhanom
Créditos: Agência Brasil

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou nesta segunda-feira (27) que é baixo o risco de disseminação do vírus ebola da Repúlica Democrática do Congo (RDC) para o resto do mundo. Um surto da doença assola o país africano há alguns meses.

Mais de 3 mil casos da doença foram confirmados desde maio deste ano, quando o atual surto de ebola foi declarado. Cerca de 1,4 mil pessoas morreram. A maioria das vítimas foi observada na RDC, mas a doença também se espalhou para a vizinha Uganda.

Ele lembra que, desde que o ebola foi descoberto, há 50 anos, houve apenas 30 casos fora das regiões de surto da doença, na África. O diretor da OMS ressalta, no entanto, que o risco para os países da região é alto, destacando o fato de a doença ter chegado a Uganda.

“Estamos tentando conter [o surto] na RDC, mas a situação ainda é preocupante. O governo [congolês] está tentando o seu melhor. Os parceiros estão ajudando, mas precisamos fazer ainda mais”, afirmou. “Uganda está lidando com isso [a doença] e está com ela sob controle”.

Segundo ele, a resposta à doença está sendo dificultada pelo fato de a região focal do surto, no leste congolês, estar sofrendo com conflitos armados.

“Então, a resposta ao ebola é muito difícil. Além disso, por causa do conflito armado, há o deslocamento e milhões de pessoas estão em acampamentos”.

Doutor Honoris Causa

Tedros Adhanom Ghebreyesus foi homenageado nesta segunda-feira, na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com um título de doutor honoris causa da instituição. 

“A Fiocruz é um líder em equidade sanitária e um líder na cooperação Sul-Sul. E também um farol de esperança não apenas para a América Latina, em termos de pesquisa e excelência científicas, como para o resto do mundo”, disse.

O presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Mario Moreira, entrega o título de doutor honoris causa ao diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom durante cerimônia na sede da instituição, na zona norte do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Tedros foi eleito diretor-geral da OMS em maio de 2017 e se tornou o primeiro africano a comandar a principal autoridade sanitária do planeta. Durante sua gestão, a OMS coordenou esforços internacionais de enfrentamento à pandemia de covid-19.

Nascido na Eritreia, ele é bacharel em biologia pela Universidade de Asmara, em seu país natal, mestre em imunologia e doenças infecciosas pela Universidade de Londres e PHD em saúde comunitária pela Universidade de Nottingham, também no Reino Unido.

De volta ao continente africano, ele foi ministro da saúde da Etiópia, entre 2005 e 2012, quando colaborou com a fundação de um sistema de saúde com cobertura universal. Entre 2012 e 2016, ocupou o Ministério de Relações Exteriores etíope.

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