São Paulo, 20 de Outubro de 2026
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SAÚDE

Casos de hepatite A aumentam 50% na cidade do Rio

O secretário municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Daniel Soranz, disse nesta quarta-feira (10) que os casos de hepatite A aumentaram 50% em relação ao ano anterior. São quase 500 casos da doença na cidade do Rio só neste ano

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Agência Brasil

Casos de hepatite A aumentam 50% na cidade do Rio
Créditos: Agência Brasil

O secretário municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Daniel Soranz, disse nesta quarta-feira (10) que os casos de hepatite A aumentaram 50% em relação ao ano anterior. São quase 500 casos da doença na cidade do Rio só neste ano. A informação foi dada pelo secretário durante o Seminário de Saúde Suplementar, promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), que debate perspectivas para 2030.

“É uma doença imunoprevenível. A recomendação é que as pessoas procurem as unidades de saúde para se vacinar, lembrando que não são todos os grupos que podem fazer a vacina da hepatite A. A gente não consegue precisar por que está aumentando. Mas é bastante preocupante, inclusive com aumento de internações” afirmou Soranz.

Segundo o Ministério da Saúde, o vírus da hepatite A tem como principal forma de transmissão o contato oral-fecal. A transmissão está ligada a condições inadequadas de saneamento básico, higiene pessoal e consumo de água e alimentos contaminados. As transmissões por via percutânea (perfuração da pele de forma acidental) ou parental (por meio de transfusão ou contato com sangue) do vírus A são muito raras. Pode ocorrer por contato pessoal próximo, como entre pessoas que vivem na mesma residência, em instituições de longa permanência e crianças em creches.

“Além disso, há também relatos de casos e surtos que ocorrem em populações com práticas sexuais anal e oroanal ou outras formas de exposição a resíduos fecais que podem aumentar o risco de transmissão como, por exemplo, acessórios sexuais. Geralmente, a infecção tem curso previsível e limitado em crianças, sendo mais grave em adultos. Contudo, podem ocorrer formas fulminantes da doença, capazes de causar morte ou desencadear doença autoimune grave”, informa o ministério.

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Planos de saúde

Sobre a reclamação de usuários de planos de saúde com os reajustes altos, a diretora de Normas e Habilitação de Produtos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Lenise Secchin, disse que o importante é promover a saúde pensando em uma coordenação do cuidado e verificar a forma como fazer uso dos procedimentos, pois isso “impacta no bolso do cidadão”.

“Se você tem uma utilização sem cuidado e descoordenada, isso aumenta custos, que no ano seguinte vão virar reajuste”, afirmou Lenise, no evento da FGV. “Redução de custos é o esforço de todo mundo. Cada incorporação de tecnologia representa um custo adicional. A saúde não tem preço, mas a medicina tem custo”.

Ela acrescentou que é positivo o aumento da expectativa vida no Brasil, mas isso traz desafios. “Em 2030, segundo o IBGE, teremos uma paridade entre pessoas idosas e pessoas jovens.  Isso, no setor de saúde suplementar, quando a gente tem um mutualismo, um grupo de pessoas pagam para que outro possa fazer a utilização, tem impacto. Ou seja, você está deixando de ter um grupo que ajuda os mais idosos a terem seu plano de saúde. Nesse sentido é que estamos fazendo grupos de trabalho e discussões com a sociedade e com as operadoras para ver a forma lidar com esse desafio ,que não é só da saúde”, disse a diretora.

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