São Paulo, 20 de Outubro de 2026
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Governo cita Lei da Reciprocidade contra EUA, mas manterá diálogo

O governo brasileiro lamentou que o diálogo com os Estados Unidos seja “sabotado” por interesses particulares e eleitorais da família Bolsonaro. Em nota divulgada nesta terça-feira (2), manifestou indignação com o resultado da investigação comercial

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Rádio Agência Nacional

Governo cita Lei da Reciprocidade contra EUA, mas manterá diálogo
Créditos: Rádio Agência Nacional

O governo brasileiro lamentou que o diálogo com os Estados Unidos seja “sabotado” por interesses particulares e eleitorais da família Bolsonaro.

Em nota divulgada nesta terça-feira (2), manifestou indignação com o resultado da investigação comercial dos Estados Unidos, que propôs tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.

Segundo o governo, não há justificativa para medidas contra o país ou o patrimônio nacional, como o Pix. Os Estados Unidos acumulam superávit de US$ 424,5 bilhões em 15 anos e 76% das importações originárias do país entraram no Brasil sem pagar imposto de importação no ano passado.

O texto diz ainda que o Brasil pode usar a Lei da Reciprocidade e reafirma a expectativa de que as tarifas não sejam efetivamente aplicadas, mas que vai adotar toda medida capaz de reduzir os danos.

▶️ Ouça também: Lula associa filhos de Bolsonaro a novo anúncio de tarifaço dos EUA

Na mesma hora que a nota foi divulgada, o vice-presidente Geraldo Alckmin falava à imprensa. Ele afirmou que o diálogo está mantido com os Estados Unidos.

"Diálogo que já vinha ocorrendo, mas sempre que o diálogo avança, infelizmente falsos patriotas sabotadores prejudicam, colocam seus interesses pessoais e eleitorais acima do interesse do país e do interesse público. Então o caminho vai ser trabalhar, dialogar para que elas não se convertam, mostrar todos os argumentos para a gente poder avançar mais". 

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou que já foram quatro reuniões desde que Lula e Trump se encontraram. Segundo ele, os setores de máquinas e equipamentos vão ser os mais afetados se as tarifas se tornarem realidade.

"Isso tem valor agregado e traz muito prejuízo, como disse o vice-presidente, para emprego, para renda, para as indústrias. O setor de plástico, os produtos de madeira, esquadrias de madeira, papel, cartão, calçados também é um setor que seria, em tese, alcançado, ferro fundido e peixes e crustáceos. Essas são as áreas mais expostas se essa proposta se converter em tarifas, coisa que a gente acredita que não vá ocorrer".

Recorrência da família Bolsonaro

A nota publicada pelo governo brasileiro lembrou que a investigação comercial começou, no ano passado, após provocação da família Bolsonaro.

O texto diz que é uma tentativa de ingerência em temas internos do Brasil, como ocorreu na recente viagem do senador Flávio Bolsonaro a Washington.   Nesta terça, o senador negou que tenha pedido a taxação de empresas brasileiras.

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