São Paulo, 20 de Outubro de 2026
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Relator de PEC que acaba com escala 6x1 pede "consenso" em texto final

Após reunião com centrais sindicais, o relator da PEC que acaba com a escala 6x1, o deputado Leo Prates, do Republicanos, foi claro: quer um texto de consenso que agrade empregados e empregadores, e não descartou a discussão de um ponto ainda conside

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Rádio Agência Nacional

Relator de PEC que acaba com escala 6x1 pede "consenso" em texto final
Créditos: Rádio Agência Nacional

Após reunião com centrais sindicais, o relator da PEC que acaba com a escala 6x1, o deputado Leo Prates, do Republicanos, foi claro: quer um texto de consenso que agrade empregados e empregadores, e não descartou a discussão de um ponto ainda considerado polêmico: a compensação. Disse que essa parte depende do governo, mas que essa compensação pode ser bem-vinda:

"Eu volto a dizer: qualquer tipo de remissão, ela é bem-vinda para coisas como essa. Nós já tivemos no Brasil remissões que, aí eu vou dizer no popular, não adiantaram para nada. E eu acho que o benefício social que isso pode trazer para as famílias, para as mulheres, para os jovens, para a construção do modelo de país, eu sempre tenho dito que vale a pena a gente pagar qualquer preço. Agora, isso depende do governo, isso não depende de mim. O que eu vou tentar trabalhar é para um modelo que a gente atenda ao que os sindicatos patronais consigam e ao que os sindicatos dos trabalhadores queiram", diz.

Brasília (DF), 05/05/2026 - Apresentação do plano de trabalho e votação de requerimentos. Dep. Leo Prates (REPUBLICANOS-BA). Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados - Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputad

Outro ponto em discussão é uma regra de transição. O relator tem dito que vai tentar chegar a um meio-termo: nem tão longa que inviabilize o fim da 6x1, nem tão curta que não atenda a todos os envolvidos. O fato é que a comissão especial começou nesta terça-feira os trabalhos deliberativos, com análise de requerimentos de audiência pública e convite para ouvir o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos.

A ideia é acelerar os trabalhos, tanto que foram convocadas reuniões em vários dias da semana. Nesta quarta-feira mesmo, a comissão vai ouvir o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho; na quinta, começam as conversas nos estados. É o que explicou o presidente da comissão, deputado Alencar Santana, do PT:

"Paraíba já no dia 7, é um pedido do presidente Hugo Motta, quer fazer a primeira no seu estado. Na sequência, Minas Gerais, vamos ter São Paulo e Rio Grande do Sul. Amanhã já o ministro Marinho, semana que vem outros ministros, centrais sindicais, confederações empresariais... É um debate profundo que atinge e afeta, de uma certa maneira, toda a sociedade brasileira. Então nós temos que ouvir o máximo possível de pessoas para compreender", afirma.

As próximas semanas serão intensas. O cronograma é o seguinte: apresentação do relatório final dias 25 e 26 na comissão especial e votação em plenário no dia 27. 

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