São Paulo, 20 de Outubro de 2026
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Urna eletrônica "acabou com a fraude eleitoral”, diz Cármen Lúcia

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministra Cármen Lúcia, afirmou nesta segunda-feira (4) que a urna eletrônica eliminou a possibilidade de fraudes nas eleições brasileiras. A declaração foi feita durante evento no TSE que marcou os 30 anos

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Rádio Agência Nacional

Urna eletrônica "acabou com a fraude eleitoral”, diz Cármen Lúcia
Créditos: Rádio Agência Nacional

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministra Cármen Lúcia, afirmou nesta segunda-feira (4) que a urna eletrônica eliminou a possibilidade de fraudes nas eleições brasileiras. A declaração foi feita durante evento no TSE que marcou os 30 anos de uso da primeira máquina de votação a entrar em operação, em 1996.

Diante de centenas de estudantes das redes de ensino pública e privada do Distrito Federal, a ministra Cármen Lúcia, afirmou que os jovens têm o direito de ser o que quiserem — e que o tribunal espera que muitos deles escolham representar o povo brasileiro. Para a ministra, esse caminho passa pelas eleições, com o auxílio da urna eletrônica, que, segundo ela, acabou com a fraude eleitoral no país.

“Nesses 30 anos acabou com a fraude eleitoral, acabou com a possibilidade de uma pessoa votar por outra, acabou com a possibilidade, portanto, de a gente ter um resultado que não corresponde ao que foi votado”.

A ministra lembrou ainda que, antes da urna eletrônica, o voto era feito em cédula de papel, depositada em urna de lona e apurado manualmente — um processo vulnerável a manipulações.

“Antes se assinava numa cédula e se colocava numa urna que era de lona e essa urna era conduzida a um local onde, então, aqueles votos eram contados um por um pelas pessoas designadas. Como isto podia gerar alguma falsidade, alguém podia assinar pelo outro, alguém podia votar pelo outro, o Brasil pensou uma forma, algo que foi feito por nós, para nós, para as nossas necessidades, que é a urna eletrônica”.

A ministra também chamou atenção para o desequilíbrio de gênero na política brasileira e estimulou as mulheres jovens a ocuparem espaços públicos — e a buscarem maior paridade e representatividade nas disputas eleitorais.

Em seguida, o coordenador de Tecnologia Eleitoral do TSE, Rafael Azevedo, explicou detalhes sobre o funcionamento da urna eletrônica, os mecanismos de segurança, os procedimentos de auditoria e as formas de fiscalização do sistema. E lembrou ainda que ela é ecologicamente sustentável, pois, em média, 98% dos componentes das urnas são reciclados e o dinheiro da venda dessas partes retorna aos cofres públicos.

Para a estudante Aimeê, de 15 anos, a primeira visita ao TSE foi realmente impressionante e destacou a segurança do processo envolvido nas eleições.

“Eu mesmo eu sempre tive dúvida, porque a gente vê muita fake news e a gente fica: ‘ah, será que é verdade? Será que não é?’... então, foi muito legal ali ensinando a gente, desmontando a urna para provar para gente. E eu acho muito interessante esse negócio também do para testar publicamente, que eles deixam a gente ir testar a urna para ver se é protegido mesmo ou não, que mostra ao povo que é realmente seguro”.

No mesmo evento, o TSE lançou a mascote Pilili — nome inspirado no alerta sonoro emitido pela urna ao fim da votação. A ideia é incentivar eleitores jovens a participarem do pleito de outubro.

As eleições gerais acontecem no próximo dia 4 de outubro, com disputa para presidente da República, governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais. E um eventual segundo turno para os cargos de presidente da República e governador está previsto para 25 de outubro.

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