São Paulo, 20 de Outubro de 2026
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Governo não votará fim da escala 6x1 sem acordo, diz José Guimarães

O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, foi claro: o governo não vai votar a proposta de fim da escala 6x1 sem acordo. Aposta no diálogo e no consenso para resolver qual proposta vai tramitar – a de emenda à Constituição ou o projeto

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Rádio Agência Nacional

Governo não votará fim da escala 6x1 sem acordo, diz José Guimarães
Créditos: Rádio Agência Nacional

O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, foi claro: o governo não vai votar a proposta de fim da escala 6x1 sem acordo. Aposta no diálogo e no consenso para resolver qual proposta vai tramitar – a de emenda à Constituição ou o projeto de lei encaminhado na última terça-feira (14). Esse assunto estará no cardápio de um café da manhã que Guimarães terá com o presidente da Câmara, Hugo Motta, nesta sexta-feira (17). Mas a prioridade para o governo deverá ser mesmo o projeto de lei.

“Vai ter a PEC e tem o PL. Como é que a gente faz? Não pode ter crise por conta disso. É claro que o presidente considera que o PL é mais fácil de votar. Mas vamos sentar e vamos discutir, compreendendo que os dois lados querem, no nosso caso do governo, aprovar o PL, e a maioria dos líderes quer aprovar a PEC. Só o diálogo vai resolver isso. É o que eu vou fazer a partir de amanhã com o presidente Hugo Motta.”

Ele ainda defendeu ajustes no texto. Uma regra de transição? Disse que talvez. Isso vai depender das negociações. Agora, uma compensação está descartada.

“É claro que, se tem um debate, nós temos que estar abertos para discutir. A transição, eu acho que é possível discutir, mas isso quem vai dizer é o Congresso. Eu acho que não tem que ter mais desoneração, pelo contrário. O país não suporta isso. Eu fui o autor da lei que acabou com os tais incentivos, porque não tem país que sobreviva economicamente com o governo renunciando a quase R$ 1 trilhão.”

Trabalho por aplicativos

Já a proposta que regulamenta o trabalho por aplicativos será votada só depois das eleições, segundo ele. É o que ficou acertado com o relator, deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), também por falta de acordo. O ministro resumiu: a ideia agora é pacificar. Isso também no Senado, depois da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal.

“Nós vamos dialogar muito com o presidente do Senado, enfim, para dissipar as maledicências, os desentendimentos. Então, eu acho que a gente... vamos trabalhar! Primeiro na CCJ e depois no plenário. E é dialogando. O pior já passou.”

BRB

As declarações do ministro foram feitas durante um café da manhã com jornalistas nesta quinta-feira (16), o primeiro desde que assumiu a Secretaria de Relações Institucionais, no início da semana. José Guimarães ainda comentou a prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, ocorrida hoje, e reforçou: é radicalmente contra o governo socorrer o banco.

“Eu sou radicalmente contrário, minha opinião, socorrer o BRB. Essa questão do Banco Master, eu acho que, ao final, nós vamos saber quem são os responsáveis, porque eu nunca vi. Cada notícia! É milhões para cá, é milhões para lá. Nunca vi, eu nunca imaginava que esse povo controlasse tanta coisa.”

E repetiu a orientação do presidente Lula para que tudo seja apurado, doa a quem doer.

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