São Paulo, 20 de Outubro de 2026
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Lula volta a pedir que governadores reduzam ICMS dos combustíveis

Enquanto governadores de todo o país analisam o pedido do governo federal para reduzir o ICMS, o presidente Lula voltou a cobrar apoio dos gestores estaduais para conter a alta nos preços do diesel. "Nós vamos fazer todo o esforço que a gente precisa

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Rádio Agência Nacional

Lula volta a pedir que governadores reduzam ICMS dos combustíveis
Créditos: Rádio Agência Nacional

Enquanto governadores de todo o país analisam o pedido do governo federal para reduzir o ICMS, o presidente Lula voltou a cobrar apoio dos gestores estaduais para conter a alta nos preços do diesel.  

"Nós vamos fazer todo o esforço que a gente precisa fazer e também pedir aos governadores que  poderiam fazer uma isenção do ICMS. Para não permitir o aumento, o governo federal se dispõe a devolver para eles metade da isenção que eles fizerem. Vamos fazer se eles vão fazer. Porque nós temos que fazer o sacrifício para tentar evitar que essa guerra do Irã chegue ao prato do feijão com arroz do povo brasileiro".

O pedido foi feito nesta quinta-feira (19), ao lado de ministros e autoridades, na capital paulista, durante a Caravana Federativa, evento com anúncios de investimentos e entregas do governo ao estado de São Paulo.  

Na semana passada, Lula assinou um decreto que zera os impostos federais sobre o diesel. Com isso, o Ministério da Fazenda pediu aos governadores que reduzam o imposto estadual, o ICMS. A proposta está em análise, que deve ser finalizada no dia 27 de março.  

Durante o evento, realizado na Zona Norte de São Paulo, na Expo Center Norte, o presidente voltou a atribuir a alta no óleo diesel à Guerra no Irã. Lula também criticou a atuação dos Estados Unidos e defendeu a soberania das nações.  

" Eu nunca pedi para ninguém concordar com o regime do Irã. Eu mesmo não concordo. Mas a gente precisa aprender a respeitar a autodeterminação dos povos, a integridade territorial dos países. A gente não pode ter alguém achando que é o dono do mundo e levanta de manhã, 'eu vou tomar a Groelândia, eu vou tomar o Panamá, eu vou tomar Cuba, eu vou tomar a Venezuela'. Não é possível. O mundo precisa de paz, não de guerra. Por conta desse ataque que foi feito ao Irã nós estamos com a crise do petróleo." 

Sob a temática da Guerra, Lula disse ter conversado com líderes de países-membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, para pedir que se reúnam pelo fim dos conflitos.

No campo econômico, o presidente lamentou a redução de 0,25% na Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira.  

"Hoje é um dia que eu poderia estar mais feliz, mas eu estou triste. Porque eu esperava que o nosso Banco Central abaixasse os juros, pelo menos 0,5% e abaixou somente 0,25%, dizendo que é por causa da guerra. Essa guerra até no Banco Central? Não é possível! Nós estamos fazendo um sacrifício que vocês não tem ideia". 

Ainda no evento, Lula elogiou o trabalho de Fernando Haddad, que deixa o cargo de ministro da Fazenda para se candidatar nas eleições deste ano. Para o lugar dele, assume o atual secretário-executivo da pasta, Dario Durigan.

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