São Paulo, 20 de Outubro de 2026
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CPMI do INSS aprova mais 5 pedidos de prisão e ouve Onyx Lorenzoni

Mais cinco pedidos de prisão preventiva de investigados foram aprovados, nesta quinta-feira (6), pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS

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Rádio Agência Nacional

CPMI do INSS aprova mais 5 pedidos de prisão e ouve Onyx Lorenzoni
Créditos: Rádio Agência Nacional

Mais cinco pedidos de prisão preventiva de investigados foram aprovados, nesta quinta-feira (6), pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Desta vez, para:

- Ex-dono da Amar Brasil Clube de Benefícios, Felipe Macedo Gomes;

- Presidente do Instituto Terra e Trabalho, Vinícius Ramos da Cruz;

- Secretário da Conafer, Silas Vaz;

- Empresários Domingos Sávio de Castro e Rubens Oliveira Costa (ligados a Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, apontado como principal operador do esquema).  

O pedido é para que o ministro André Mendonça, que é o relator dessa ação no Supremo Tribunal Federal (STF), determine a prisão como “garantia da ordem pública e para assegurar a aplicação da lei penal”.

Felipe Macedo Gomes esteve na CPI no dia 20 e, protegido por um habeas corpus, ficou calado. O ex-presidente da Amar Brasil Clube de Benefícios também é acusado de ter repassado R$ 60 mil para a campanha de Onyx Lorenzoni ao governo do Rio Grande do Sul, em 2022. Onyx - que foi ministro do Trabalho e Previdência em 2021 e 2022, no governo Bolsonaro - prestou depoimento à CPI Mista nesta quinta-feira. 

O relator, deputado Alfredo Gaspar, do União de Alagoas, foi direto: "Esses R$ 60 mil foi vantagem indevida pelo exercício do cargo de Ministro da Previdência?".

"Bom, eu tenho uma vida pública de 28 anos e nunca tive nenhum processo envolvendo dinheiro público", respondeu Lorenzoni.

Antes do depoimento, o presidente da CPI Mista do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), chegou a fazer um balanço dos trabalhos até agora. Disse que a comissão já tem mapeado como atuava o núcleo criminoso do esquema, que era formado por servidores públicos, operadores e tinha a colaboração de agentes políticos. Agora é saber quem são essas pessoas e quais eram as ramificações.

"Nós temos muito bem configurado que temos um núcleo criminoso de pelo menos 3 servidores públicos que passaram de governo para governo e se mantiveram em postos chaves. Temos um quarto que está sendo investigado. Esse núcleo se juntou aos operadores que já conhecemos, que faziam a recepção e lavagem do dinheiro por meio das empresas falsas".

Para isso, além das prisões, a CPI propõe mais depoimentos e até acareações. Entre os mais de 180 requerimentos aprovados nesta quinta-feira, está o que pede uma acareação entre o advogado Eli Cohen, que atuou nas denúncias do esquema, e o Careca do INSS.

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