São Paulo, 20 de Outubro de 2026
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Probabilidade do El Niño ser "Muito Forte" é de 95%, indicam agências

Uma nova previsão da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) indica um cenário de aquecimento das águas do Pacífico, com probabilidade igual ou superior a 90% de ocorrência de um El Niño Muito Forte a partir de setembr

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Rádio Agência Nacional

Probabilidade do El Niño ser "Muito Forte" é de 95%, indicam agências
Créditos: Rádio Agência Nacional

Uma nova previsão da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) indica um cenário de aquecimento das águas do Pacífico, com probabilidade igual ou superior a 90% de ocorrência de um El Niño Muito Forte a partir de setembro. Segundo a instituição americana, há 69% de probabilidade de que este El Niño seja o mais intenso já registrado desde 1950.

No Brasil, a influência do El Niño deve trazer mudanças importantes no clima de várias regiões. De acordo com um boletim elaborado por órgãos federais que acompanham o clima e os riscos de desastres naturais, ele deve permanecer ativo pelo menos até o início de 2027. A meteorologista do Inmet, Instituto Nacional de Meteorologia, Anete Fernandes, fala sobre as características do fenômeno.

"O que que é um El Niño forte? A partir de meio grau acima da média, nós temos já um El Niño. Se tá de meio a um grau, eu tenho um El Niño fraco a moderado. Se eu tenho de um a dois graus, eu tenho um El Niño moderado. A partir de dois graus, eu tenho um El Niño forte. E qual que é o problema de um El Niño forte? Os efeitos dele são potencializados, são intensificados. Existe 95% de ser um El Niño Muito Forte. Se isso acontecer, tem que ficar atento às notícias".

Anete Fernandes explica como a população deve proceder em relação ao El Niño.

"Seguir, os veículos de comunicação que tão fazendo um bom trabalho em relação à divulgação desse evento. Em caso de dúvida, de alguma notícia catastrófica ou exagerada que ver, procurar os institutos oficiais de informação, tá? O INMET, o CPTEC, o CEMADEN, tá? O INPE, que são as informações ou Serviço Geológico Nacional, que são as instituições que acompanham diariamente a evolução do episódio".

Esse cenário costuma provocar alterações nas chuvas em diferentes partes do país. A previsão do Inmet para o período entre agosto e outubro indica mais chuva do que o normal na Região Sul. Já no centro-norte do Brasil, a tendência é de precipitações abaixo da média.

No campo, a expectativa é positiva para a colheita do milho de segunda safra e do algodão nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. As lavouras de inverno do Sudeste também podem ser beneficiadas. Por outro lado, no Sul,  o excesso de chuva pode atrapalhar o trabalho nas lavouras, dificultar a colheita e aumentar o aparecimento de doenças causadas por fungos.

Outro alerta importante é para o calor. A previsão aponta temperaturas acima da média durante o segundo semestre. Com isso, aumenta o risco de ondas de calor e também de incêndios florestais em várias áreas do país.

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