São Paulo, 19 de Outubro de 2026
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COP15 inclui mais 40 espécies migratórias em lista de proteção

Terminou nesse domingo (29) a 15ª Conferência das Nações Unidas da Convenção sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres, o principal tratado da ONU focado na conservação de animais que atravessam fronteiras nacionais. A COP15, como também é cha

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Rádio Agência Nacional

COP15 inclui mais 40 espécies migratórias em lista de proteção
Créditos: Rádio Agência Nacional

Terminou nesse domingo (29) a 15ª Conferência das Nações Unidas da Convenção sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres, o principal tratado da ONU focado na conservação de animais que atravessam fronteiras nacionais. A COP15, como também é chamada, aconteceu na capital do Mato Grosso do Sul. 

Os resultados do encontro são inéditos. Os 132 países participantes, mais a União Europeia, aceitaram proteger mais 40 espécies, e adotar mais 39 resoluções e 16 ações de cooperação internacional, detalhou o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Rodrigo Agostinho, durante a conferência de encerramento. 

"Hoje a gente ainda tem 400 espécies no mundo que fazem migrações e que não estão em nenhuma lista. Nenhuma outra COP teve um número tão representativo. Nós conseguimos colocar 10% do déficit mundial sob proteção dentro dessa conferência. Mas teve uma proposta de exclusão de uma espécie, que é o cervo-de-bocara, e o entendimento daqui na conferência foi de que é importante mantê-la. Mesmo que ela não esteja mais ameaçada, as espécies comuns precisam continuar comuns."

Para o presidente da conferência, João Paulo Capobianco, a COP realizada em Campo Grande, entrada do bioma Pantanal, teve sucesso tanto coletivo quanto nas iniciativas lideradas pelo Brasil.

"Um bioma compartilhado entre três países — Brasil, Paraguai, Bolívia — tem uma diversidade extremamente relevante e, ao mesmo tempo, por aqui passam dezenas de espécies migratórias. Além disso, é um bioma muito sensível. A ideia foi exatamente essa, de mostrar como a proteção de um bioma essencial demanda uma articulação mais intensa."

No final, foram aceitas seis das sete propostas brasileiras de inclusão de espécies ameaçadas de extinção, e que demandam esforços de conservação. Iniciativas apoiadas pelo Brasil, mas lideradas por outros países, como a inclusão da ariranha na lista de proteção, também foram aceitas.   Outras propostas brasileiras foram apoiadas, como o Plano de Ação para a Conservação dos Grandes Bagres Migratórios Amazônicos, para a conservação das espécies de tubarão-mangona e tubarão-peregrino.   O Brasil continua na presidência da COP pelos próximos três anos, até a COP16, que será realizada em Bonn, Alemanha, em 2029.   * Com informações da Agência Brasil.

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