São Paulo, 19 de Outubro de 2026
Últimas notícias
InfraestruturaCompanhias do MS lançam gerador quântico que promete abastecer energia de até 15 casasEconomiaBancos tradicionais são principal fonte de crédito para a indústria, aponta CNIEconomiaFim da escala 6x1 pode custar R$ 5,14 bilhões por ano aos municípiosAgronegóciosCafé arábica sobe 1,52% e saca chega a R$ 1.601,25 em São PauloAgronegóciosSoja sobe no interior e recua em Paranaguá (PR); trigo tem variação nos preçosPolíticaFlávio Bolsonaro lidera 12 de 13 pesquisas e tem 82% de chance de vitória, aponta estudoEconomiaCFEM: estados e municípios produtores partilham mais de R$ 465 milhões em royalties da mineraçãoBrasil MineralABPM defende liberdade para negociar escalas de trabalho na mineraçãoEconomiaCortes em auxílios sociais podem gerar retração em cidades do interiorPolíticaAbstenção de eleitores com mais de 70 anos cai 10 pontos percentuaisInfraestruturaCompanhias do MS lançam gerador quântico que promete abastecer energia de até 15 casasEconomiaBancos tradicionais são principal fonte de crédito para a indústria, aponta CNIEconomiaFim da escala 6x1 pode custar R$ 5,14 bilhões por ano aos municípiosAgronegóciosCafé arábica sobe 1,52% e saca chega a R$ 1.601,25 em São PauloAgronegóciosSoja sobe no interior e recua em Paranaguá (PR); trigo tem variação nos preçosPolíticaFlávio Bolsonaro lidera 12 de 13 pesquisas e tem 82% de chance de vitória, aponta estudoEconomiaCFEM: estados e municípios produtores partilham mais de R$ 465 milhões em royalties da mineraçãoBrasil MineralABPM defende liberdade para negociar escalas de trabalho na mineraçãoEconomiaCortes em auxílios sociais podem gerar retração em cidades do interiorPolíticaAbstenção de eleitores com mais de 70 anos cai 10 pontos percentuais

Organizações pedem cancelamento de licença dada pelo Ibama à Petrobras

Oito organizações ambientais, indígenas, quilombolas e de pescadores artesanais acionaram a Justiça Federal do Pará pedindo o cancelamento da licença que o Ibama concedeu à Petrobras para perfurar e fazer pesquisa exploratória em águas profundas da m

R

Rádio Agência Nacional

Organizações pedem cancelamento de licença dada pelo Ibama à Petrobras
Créditos: Rádio Agência Nacional

Oito organizações ambientais, indígenas, quilombolas e de pescadores artesanais acionaram a Justiça Federal do Pará pedindo o cancelamento da licença que o Ibama concedeu à Petrobras para perfurar e fazer pesquisa exploratória em águas profundas da margem equatorial, no norte do país. Uma das organizações que acionaram a 9ª Vara Federal Ambiental e Agrária é o Observatório do Clima. A coordenadora de políticas públicas, Sueli Araújo, argumenta que as organizações apontam falhas no licenciamento:

"Não foi feita a consulta prévia, livre e informada aos povos indígenas e comunidades tradicionais. O licenciamento tem falhas de modelagem. Numa série de análises: como é que o óleo iria, para onde o óleo iria, em caso de acidentes. A licença foi concedida com fragilidades bastante gritantes na modelagem", diz.

Nesse contexto, a ministra do Meio Ambiente e Mudança Climática, Marina Silva, comentou nesta quarta-feira, em entrevista ao Canal Gov, que a decisão do Ibama não sofreu nenhum tipo de interferência e que foi meramente técnica e rigorosa:

"O Ibama deu uma licença técnica. O Ibama conseguiu várias melhorias para o projeto. Uma delas que é fundamental, que é a base de suporte ou de socorro, o que os especialistas chamam de fauna oleada. Foram pedidos uma série de ajustes e, ao longo do processo, a Petrobras foi aportando esses ganhos. E agora, no simulado que nós tivemos, o Ibama ainda identificou alguns problemas, e eles foram corrigidos também, inclusive acrescentando mais barcos. Todas as exigências que o Ibama fez eram altamente necessárias", afirmou.

No começo da semana, ao anunciar a concessão da licença de operação do bloco que fica na bacia sedimentar da Foz do Rio Amazonas, o Ibama mencionou um rigoroso processo de licenciamento ambiental, com estudo de impacto ambiental, audiências públicas, reuniões temáticas, vistorias em todas as estruturas de resposta à emergência e realização de uma avaliação pré-operacional.

As entidades que acionaram a Justiça também argumentam que o Brasil está às vésperas de sediar uma conferência do clima da ONU na Amazônia, e que abrir essa mesma Amazônia para uma expansão massiva da produção de petróleo, o principal causador da crise do clima, é tripudiar sobre o Acordo de Paris.

As organizações ambientalistas e de populações tradicionais ainda pedem que a Justiça conceda uma liminar que suspenda imediatamente as atividades de perfuração, sob risco de danos irreversíveis ao meio ambiente.

O Ibama confirmou ter sido notificado sobre a ação e disse que vai se manifestar dentro do prazo. Já a Petrobras não se manifestou sobre o assunto até o fechamento desta matéria. A Advocacia-Geral da União (AGU) informou em nota que vai dar tratamento prioritário à ação judicial, preservando os aspectos ambientais, sociais e econômicos que permeiam o caso. A AGU também disse que todos os pontos levantados pelas entidades serão analisados com celeridade e cuidado.

2:57
Compartilha esta notícia:

Notícias relacionadas