São Paulo, 20 de Outubro de 2026
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Proliferação de satélites põe em risco observações astronômicas

À medida que milhares de novos satélites entram em órbita, os astrônomos podem enfrentar dificuldades crescentes para observar o cosmos, de acordo com estudo do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), que opera telescópios no norte do

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Agência Brasil

Proliferação de satélites põe em risco observações astronômicas
Créditos: Agência Brasil

À medida que milhares de novos satélites entram em órbita, os astrônomos podem enfrentar dificuldades crescentes para observar o cosmos, de acordo com estudo do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), que opera telescópios no norte do Chile.

O estudo constatou que as propostas atuais para lançar mais de 1,7 milhão de satélites em órbita, incluindo alguns muito brilhantes, prejudicariam substancialmente as falas astronômicas. Atualmente, há cerca de 15 mil satélites em órbita.

“Cada um desses satélites, ao cruzar o campo de visão de um telescópio, deixa uma linha brilhante”, disse o astrônomo do ESO Olivier Hainaut, autor do estudo publicado na revista Astronomy & Astrophysics.

Um único rastro de luz pode ser um incômodo menor, mas quando o número se multiplica, podem surgir problemas graves. Cada rastro obscurece uma pequena parte da visão do espaço pelo telescópio, disse Hainaut.

A indústria global de satélites cresceu dramaticamente desde 2019, impulsionada por serviços de internet como o Starlink, da SpaceX de Elon Musk, e o Leo, da Amazon.

As conclusões do estudo basearam-se em simulações realizadas no Observatório de Paranal, no Deserto de Atacama, no Chile. Um modelo examinou uma constelação de até 1 milhão de satélites, com milhares de objetos iluminados visíveis acima do Very Large Telescope (VLT) do ESO no Atacama logo após o pôr do Sol.

Hainaut disse que o impacto dependeria tanto do número quanto do brilho dos satélites em órbita.

“Se houver 100 mil, esse é um nível de impacto suportável”, disse Hainaut.

Se houver 300 mil, alguns telescópios poderiam ficar privados da maior parte de seus dados, acrescentou.

Apesar das preocupações, os pesquisadores afirmaram que os benefícios dos serviços de internet via satélite não devem ser minimizados e que o desafio está em equilibrar os avanços tecnológicos com as descobertas científicas.

“O problema é que esse tipo de pesquisa leva tempo, mas os satélites já estão sendo lançados”, afirmou.

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