São Paulo, 20 de Outubro de 2026
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EUA voltam a atacar Irã, que retalia contra base militar no Kuwait

Os Estados Unidos (EUA) lançaram o segundo ataque contra o Irã em três dias, durante a madrugada desta quinta-feira (28). Em retaliação, o Irã informou que lançou mísseis contra uma base militar dos EUA na região, sem especificar qual

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Agência Brasil

EUA voltam a atacar Irã, que retalia contra base militar no Kuwait
Créditos: Agência Brasil

Os Estados Unidos (EUA) lançaram o segundo ataque contra o Irã em três dias, durante a madrugada desta quinta-feira (28). Em retaliação, o Irã informou que lançou mísseis contra uma base militar dos EUA na região, sem especificar qual. Porém, o Kuwait comunicou que interceptou projéteis em seu espaço aéreo.

A troca de ataques coloca em risco o frágil cessar-fogo entre Irã e EUA enquanto Israel segue bombardeando o Líbano, incluindo Beirute, a capital. Teerã exige que a guerra cesse também no Líbano. Nesse contexto, as negociações continuam sem dar resultados.

O Comando Central dos EUA, que coordena os militares do país no Oriente Médio, argumentou que os drones representavam “uma ameaça clara perto do Estreito de Ormuz”.

Em resposta, o Corpo da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) informou que alvejou uma base militar dos Estados Unidos (EUA) às 4h50 de hoje no horário local. Tal base foi considerada a origem do ataque dos EUA aos arredores do aeroporto de Bandar Abbas, no Sul do Irã.

“Esta resposta é um sério aviso para que o inimigo saiba que o ataque não ficará sem resposta e, se for repetido, nossa resposta será mais decisiva”, diz comunicado do IRGC.

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Kuwait 

Apesar do Irã não informar o país onde essa base dos EUA estaria sediada, tanto o Kuwait, quanto os EUA, afirmam que os mísseis iranianos foram lançados em direção ao Kuwait, e que teriam sido interceptados pelas forças kuwaitianas.

“Na manhã de quinta-feira, as defesas aéreas do Exército do Kuwait interceptaram e destruíram drones e mísseis inimigos. As fortes explosões ouvidas em algumas partes do Kuwait foram resultado dessas interceptações”, informou o Estado-Maior do Exército do Kuait, em comunicado.

Os países do Golfo Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes Unidos (EAU) criticaram a retaliação do Irã contra o território do Kuwait.

“O Ministério das Relações Exteriores expressa a condenação do Reino da Arábia Saudita e sua repulsa nas mais fortes palavras aos ataques hostis com mísseis e drones contra o Estado irmão do Kuwait”, diz o governo da Arábia Saudita.

Israel no Líbano

Apesar de um suposto acordo de cessar-fogo, Israel segue com sua campanha de bombardeios no Líbano, incluindo ataques à capital Beirute. Por outro lado, o grupo político-militar Hezbollah tem realizado operações contra forças israelenses na região.

Desde o início da atual fase do conflito no Líbano, em 2 de março, mais de 3,2 mil pessoas moreram no país, que ainda tece mais de 9,7 mil feridos, segundo dados do Ministério da Saúde do Líbano. 

Negociações sem resultado

Enquanto o Irã exige a saída das bases militares dos EUA do Oriente Médio, o desbloqueio dos recursos do país congelados no exterior, além do levantamento das sanções econômicas; Washington exige a entrega do urânio iraniano e a abertura completa do Estreito de Ormuz, por onde transitavam cerca de 20% do petróleo do planeta.

Nesta quarta-feira, o chefe da comissão de segurança nacional do parlamento iraniano, Ibrahim Azizi, afirmou que o país não abrirá mão de certas exigências.

“O Irã não será pressionado a recuar das suas linhas vermelhas pela retórica de Trump: o direito de enriquecer urânio, a posse de urânio enriquecido, a autoridade sobre o Estreito de Ormuz e a remoção de sanções”, comentou.

O Irã se recusa a negociar, neste primeiro momento, o programa nuclear do país, que o governo sempre alegou ser para fins pacíficos. Ao mesmo tempo, defende nova gestão sobre o Estreito de Ormuz diferente de como era antes da guerra.

>> Clique aqui e saiba mais sobre o programa nuclear iraniano

Para analistas consultados pela Agência Brasil, a justificativa dos EUA e de Israel para entrarem em guerra contra o Irã, que seria o programa nuclear do país, entre outros motivos, é apenas um pretexto.

O objetivo principal seria derrubar a República Islâmica como forma de projetar o poder de Israel na região e barrar a expansão econômica da China.

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