São Paulo, 20 de Outubro de 2026
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Terrenos da Cidade do México afundam cerca de 2 cm por mês

A Cidade do México, com mais de 20 milhões de habitantes, está afundando a uma velocidade de até 2 cm por mês. O alerta foi feito por um sistema de radares que rastreiam movimentos, em tempo real, na superfície da Terra a partir da órbita terrestre.

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Rádio Agência Nacional

Terrenos da Cidade do México afundam cerca de 2 cm por mês
Créditos: Rádio Agência Nacional

A Cidade do México, com mais de 20 milhões de habitantes, está afundando a uma velocidade de até 2 cm por mês. O alerta foi feito por um sistema de radares que rastreiam movimentos, em tempo real, na superfície da Terra a partir da órbita terrestre.

Os dados, das agências espaciais dos Estados Unidos e da Índia, fazem da capital mexicana uma das capitais que afunda mais rapidamente no mundo.

A Cidade do México foi construída sobre um grande aquífero. Com o bombeamento de água subterrânea, mais o peso das construções, algumas regiões estão afundando rapidamente.

O fenômeno foi documentado pela primeira vez há pouco mais de um século. Nas décadas de 1990 e 2000, partes da área metropolitana chegaram a afundar até 35 cm por ano, danificando infraestruturas, incluindo o metrô, um dos maiores sistemas de transporte do continente.

Segundo a Nasa, as áreas mais afetadas hoje ficam próximas ao Aeroporto Internacional Benito Juárez, que já foi o mais movimentado da América Latina.

Um dos monumentos mais importantes da capital mexicana, o Anjo da Independência, inaugurado em 1910, com 36 metros de altura, já precisou de 14 degraus a mais, na base, para compensar o afundamento do terreno.

De acordo com o governo mexicano, esse é um problema comum nas cidades construídas sobre antigos leitos de lagos. Os sinais do afundamento são rachaduras no chão e dentro de casa. Portas e janelas não fecham mais e canos de água ou o esgoto também quebram com frequência, causando vazamentos e formando crateras.

O México possui histórico de tragédias provocadas por grandes terremotos ao longo das décadas. O último grande terremoto, de magnitude 6.3, atingiu o sul do país no início deste ano, sem deixar vítimas.  

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