São Paulo, 20 de Outubro de 2026
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Fronteira com Venezuela, Roraima monitora impactos de ataque dos EUA

O governo de Roraima informou, em nota divulgada neste sábado (3), que "acompanha com atenção os acontecimentos recentes na Venezuela e eventuais repercussões na estabilidade regional, reafirmando o compromisso com a paz, a ordem pública e a seguranç

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Agência Brasil

Fronteira com Venezuela, Roraima monitora impactos de ataque dos EUA
Créditos: Agência Brasil

O governo de Roraima informou, em nota divulgada neste sábado (3), que "acompanha com atenção os acontecimentos recentes na Venezuela e eventuais repercussões na estabilidade regional, reafirmando o compromisso com a paz, a ordem pública e a segurança da população roraimense". 

De acordo com o texto, em razão da localização geográfica, Roraima mantém historicamente relações de cooperação com os países vizinhos, incluindo Venezuela e Guiana.

Durante a madrugada, Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram bombardeios na capital Caracas e outras regiões do país vizinho. Após a operação, o presidente norte-americano Donald Trump anunciou a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro. Brasil e Venezuela compartilham uma fronteira de mais de 2 mil quilômetros de extensão e, segundo o ministro da Defesa, José Múcio, a região "está tranquila, monitorada e aberta". 

Ainda segundo a manifestação do governo de Roraima, órgãos de segurança pública estaduais estariam articulados e mantendo rotinas normais de atuação. 

Pacaraima

Já o prefeito de Pacaraima, Waldery D’avila, município brasileiro que faz fronteira com a Venezuela, manifestou "profunda preocupação com os ataques ocorridos na madrugada de hoje em Caracas" e informou que estava "monitorando a situação e trabalhando em conjunto com as forças de segurança para garantir a estabilidade e a paz na região fronteiriça".

O servidor público federal Jean Oliveira, de 54 anos, que estava na Venezuela na cidade fronteiriça de Santa Elena de Uiarén, afirmou à reportagem que conseguiu sair de lá por uma rota clandestina, porque a fronteira estava fechada no início da manhã.

"Tivemos que passar por uma rota alternativa", relatou. Segundo ele, após conseguir chegar ao lado brasileiro, autoridades venezuelanas passaram a permitir apenas que brasileiros pudessem sair pela fronteira, mas não cidadãos venezuelanos. A passagem do Brasil para a Venezuela, por parte do governo vizinho, também seguia fechada. Apesar de alguma apreensão, o servidor contou que a situação na região aparentava uma certa normalidade.

"Eu estava agora pela manhã, mas por lá estava tudo tranquilo. Só os brasileiros que estavam lá no hotel apreensivos com relação à situação. Mas, de forma geral, em relação à população em si não percebemos nenhuma alteração", relatou.

Entenda

A invasão da Venezuela pelos EUA marca um novo episódio de intervenções diretas de Washington na América Latina. A última vez que os EUA invadiram um país latino-americano foi em 1989, no Panamá, quando os militares norte-americanos sequestraram o então presidente Manuel Noriega, acusando-o de narcotráfico.

Assim como fizeram com Noriega, os EUA acusam, sem apresentar provas, Maduro de liderar um suposto cartel venezuelano De Los Soles. Especialistas em tráfico internacional de drogas questionam a existência desse cartel.

O governo dos EUA estava oferecendo uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão de Maduro.

Para críticos, a ação é uma medida geopolítica para afastar a Venezuela de adversários globais dos EUA, como China e Rússia, além de exercer maior controle sobre o petróleo do país, que é dono das maiores reservas de óleo comprovadas do planeta.

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