São Paulo, 20 de Outubro de 2026
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Forças israelenses bombardeiam subúrbios da Cidade de Gaza

Forças israelenses bombardearam subúrbios da Cidade de Gaza durante a noite, tanto por ar quanto por terra, destruindo casas e expulsando mais famílias da área, em meio a planos do premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, para tomar a cidade

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Agência Brasil

Forças israelenses bombardeiam subúrbios da Cidade de Gaza
Créditos: Agência Brasil

Forças israelenses bombardearam subúrbios da Cidade de Gaza durante a noite, tanto por ar quanto por terra, destruindo casas e expulsando mais famílias da área, em meio a planos do premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, para tomar a cidade.

Autoridades de saúde locais disseram que os tiros e ataques israelenses mataram pelo menos 18 pessoas neste domingo (31), incluindo 13 que tentaram obter alimentos perto de um local de ajuda no centro da Faixa de Gaza e pelo menos duas em uma casa na Cidade de Gaza.

Moradores de Sheikh Radwan, um dos maiores bairros da Cidade de Gaza, disseram que o território esteve sob bombardeio de tanques e ataques aéreos israelenses durante todo o sábado (30) e o domingo, forçando as famílias a buscarem abrigo nas partes ocidentais da cidade.

Os militares israelenses aumentaram gradualmente suas operações em torno da Cidade de Gaza nas últimas três semanas e, na sexta-feira (29), encerraram as pausas temporárias na área que permitiam a entrega de ajuda, designando-a como uma "zona de combate perigosa".

"Eles estão se arrastando para o coração da cidade, onde centenas de milhares de pessoas estão abrigadas, do leste, do norte e do sul, enquanto bombardeiam essas áreas do ar e do solo para assustar as pessoas e fazê-las sair", disse Rezik Salah, pai de dois filhos, de Sheikh Radwan.

Uma autoridade israelense disse que o gabinete de segurança de Netanyahu se reúne neste domingo para discutir os próximos estágios dos ataques para tomar a Cidade de Gaza, que ele descreveu como o último bastião do Hamas.

Não se espera que uma ofensiva em grande escala comece antes de semanas. Israel diz que quer a saída da população civil antes de deslocar mais forças terrestres para o local.

No sábado, a chefe da Cruz Vermelha, Mirjana Spoljaric, disse que uma evacuação da cidade provocará um deslocamento maciço da população que nenhuma outra área da Faixa de Gaza está equipada para absorver após meses de devastação causada pelos bombardeiros israelenses e em meio à grave escassez de alimentos, abrigo e suprimentos médicos.

"As pessoas que têm parentes no sul partiram para ficar com eles. Outros, inclusive eu, não encontraram espaço, pois Deir Al-Balah e Mawasi estão superlotados", disse Ghada, mãe de cinco filhos do bairro de Sabra, na cidade.

Cerca de metade dos mais de 2 milhões de habitantes da Palestina está atualmente na Cidade de Gaza. Estima-se que vários milhares de pessoas tenham deixado a cidade em direção às áreas central e sul do território, de acordo com fontes locais.

As forças armadas de Israel alertaram seus líderes políticos que a ofensiva está colocando em risco os reféns que ainda estão sendo mantidos pelo Hamas em Gaza. Os protestos em Israel pedindo o fim da guerra e a libertação dos reféns se intensificaram nas últimas semanas.

Grandes multidões se manifestaram em Tel Aviv na noite de sábado, e as famílias dos reféns protestaram em frente às casas dos ministros na manhã de domingo.

A campanha militar de Israel em Gaza matou mais de 63 mil pessoas, a maioria civis, de acordo com as autoridades de saúde palestinas, e mergulhou o território em uma crise humanitária em que grande parte da Palestina está em ruínas.

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