São Paulo, 20 de Outubro de 2026
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EUA declara embaixador da África do Sul persona non grata

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou nessa sexta-feira (14) que Ebrahim Rasool, embaixador da África do Sul nos país, é persona non grata, chamando o enviado de "político que faz ataques raciais" e que odeia os Estados Unidos e o pre

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Agência Brasil

EUA declara embaixador da África do Sul persona non grata
Créditos: Agência Brasil

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou nessa sexta-feira (14) que Ebrahim Rasool, embaixador da África do Sul nos país, é persona non grata, chamando o enviado de "político que faz ataques raciais" e que odeia os Estados Unidos e o presidente Donald Trump.

"O embaixador da África do Sul nos Estados Unidos não é mais bem-vindo em nosso grande país", disse Rubio em uma publicação na plataforma de mídia social X. "Não temos nada a discutir com ele e, portanto, ele é considerado PERSONA NON GRATA", disse Rubio.

Em nota, o presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, classificou como "lamentável" a decisão do governo norte-americano e afirmou que continuará trabalhando por uma boa relação entre os dois países.

"A Presidência insta todas as partes interessadas relevantes e impactadas a manterem o decoro diplomático estabelecido em seu envolvimento com o assunto. A África do Sul continua comprometida em construir um relacionamento mutuamente benéfico com os Estados Unidos da América".

Distanciamento

Os laços entre os Estados Unidos e a África do Sul se deterioraram desde que Trump cortou a ajuda financeira dos EUA ao país, citando a desaprovação de sua política fundiária e a denúncia de genocídio apresentada pelo país africano contra Israel na Corte Internacional de Justiça. Israel é um aliado do governo norte-americano.

Trump disse, sem citar provas, que "a África do Sul está confiscando terras" e que "certas classes de pessoas" estão sendo tratadas "muito mal". O bilionário Elon Musk, nascido na África do Sul e integrante do governo Trump, disse que os sul-africanos brancos têm sido vítimas de "leis racistas de propriedade".

O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, sancionou um projeto de lei em janeiro com o objetivo de possibilitar a expropriação de terras pelo Estado, sob argumento de interesse público; em alguns casos sem compensar o proprietário.

O objetivo da medida seria corrigir a política de desapropriação de terras da população negra ocorrida ainda na época do apartheid, regime de segregação racial ocorrido entre 1948 e 1994. Mais de 30 anos após o fim desse regime, a maioria das terras do país ainda pertence a uma minoria branca.

Ramaphosa defendeu a política e disse que o governo não havia confiscado nenhuma terra. Segundo ele, a política tinha como objetivo nivelar as disparidades raciais na propriedade de terras na nação de maioria negra.

* com informações da Reuters

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