São Paulo, 20 de Outubro de 2026
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MP do Paraná coordena megaoperação contra o crime organizado

O Ministério Público estadual e a Secretaria da Segurança Pública do Paraná deflagraram, nesta segunda-feira (15), uma megaoperação contra uma suposta organização criminosa de abrangência nacional cujo nome não foi confirmado pelas autoridades respon

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Agência Brasil

MP do Paraná coordena megaoperação contra o crime organizado
Créditos: Agência Brasil

O Ministério Público estadual e a Secretaria da Segurança Pública do Paraná deflagraram, nesta segunda-feira (15), uma megaoperação contra uma suposta organização criminosa de abrangência nacional cujo nome não foi confirmado pelas autoridades responsáveis.

Batizada de Operação Panóptico e coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a ação ocorre, simultaneamente, em outros três estados, com o apoio das forças de segurança locais: Mato Grosso do Sul; Santa Catarina e São Paulo.

Dos 128 mandados de prisão expedidos contra investigados que estavam em liberdade, 97 já tinham sido cumpridos até as 11h. Ao menos duas abordagens resultaram em troca de tiros. Em Cambé (PR), na região metropolitana de Londrina, um policial foi atingido por um tiro, mas, segundo o MPPR, não corre risco de morrer. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Ainda de acordo com o MPPR, ao menos dois suspeitos de integrar a facção criminosa foram mortos em Cambé e em Nova Londrina, após reagirem à ação policial, resultando em troca tiro. Um deles tinha dois mandados de prisão em aberto – por tráfico de drogas e por roubo associado ao tráfico. O outro, segundo os promotores, era procurado por fazer parte do PCC.

“O objetivo da operação é responsabilizar o maior número de integrantes da facção criminosa, enfraquecendo sua atuação no estado, arrecadando provas e buscando elucidar outros crimes que estejam sendo praticados. Além disso, as prisões requeridas e decretadas têm o propósito de impedir que as atividades criminosas desses integrantes prossigam”, informou o MPPR, em nota.

A Secretaria da Segurança Pública do Paraná acrescentou que 204 equipes das polícias Militar, Civil, Penal e Científica atuaram para “desarticular a estrutura da organização criminosa, responsabilizar seus integrantes, interromper suas atividades ilícitas e ampliar a coleta de provas relacionadas a outros crimes atribuídos ao grupo”.

O nome da operação deriva da palavra grega “panóptico” (aquilo onde tudo é visto), que teve seu uso popularizado pelo sociólogo Michel Foucault, na obra Vigiar e Punir, para nomear uma estrutura arquitetônica prisional de onde agentes de segurança conseguem monitorar os presos, mantendo-os sob vigilância permanente e onipresente.

No Paraná, onde se cumpre a maioria das ordens judiciais, os mandados estão sendo executados em 34 municípios: Astorga, Arapoti, Candói,  Cascavel, Cianorte, Cruzeiro do Oeste, Curitiba, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Guaíra, Guarapuava, Irati, Jandaia do Sul, Laranjeiras do Sul, Loanda, Londrina, Manoel Ribas, Maringá, Nova Londrina, Paraíso do Norte, Paranavaí, Paranacity, Piraquara, Ponta Grossa, Porecatu, Prudentópolis, Roncador, Santo Antônio da Platina, São José dos Pinhais, Sarandi, Sengés, Telêmaco Borba, Umuarama e União da Vitória. Além disso, houve cumprimento de mandados em Naviraí (MS), Joinville (SC), Bauru (SP) e Itapecerica da Serra (SP).

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