São Paulo, 20 de Outubro de 2026
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EBC começa implantação da TV 3.0 com nova estação de testes

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) lançou nesta terça-feira (14), na Torre de TV, em Brasília, a estação de testes da TV 3.0, também conhecida como DTV+, e que resulta da evolução do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (SBTVD-T)

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Agência Brasil

EBC começa implantação da TV 3.0 com nova estação de testes
Créditos: Agência Brasil

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) lançou nesta terça-feira (14), na Torre de TV, em Brasília, a estação de testes da TV 3.0, também conhecida como DTV+, e que resulta da evolução do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (SBTVD-T).

A iniciativa é conjunta da EBC, do Ministério das Comunicações, e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

A evolução vai permitir ao espectador escolher como assistir à TV aberta. Por exemplo, quem estiver acompanhando o programa Sem Censura, da TV Brasil, vai poder escolher a câmera por onde quer ver a apresentadora Cissa Guimarães, ou aumentar o volume do conjunto musical que esteja se apresentando no programa.

Se a opção for assistir um jogo de futebol, o espectador poderá escolher acompanhar o jogo do ponto de vista onde estão os torcedores do seu time no estádio, ouvir diretamente os gritos da torcida e até acompanhar o jogo com a narração de um locutor de preferência.

Revolução da radiodifusão

A TV 3.0 “é uma revolução para radiodifusão, assim como foi quando a gente passou do analógico para o digital”, compara Antonia Pellegrino, presidenta da EBC. Ela acredita que a tecnologia possibilitará novas formas de assistir televisão no Brasil. 

“Será um ganho muito grande para o setor audiovisual, para o jornalismo e para inúmeras frentes que compõem a radiodifusão”, diz. 

Pellegrino avalia que é “importantíssima” a participação da comunicação pública nos testes com a nova tecnologia e lembra que os seus canais “tem vocação para democratização do conhecimento da informação.”

“A tecnologia vai permitir a entrega de mais conteúdos, informações complementares, vídeos complementares, de maneira que a experiência de assistir à televisão aberta vai se aproximar cada vez mais de uma experiência conectada, uma experiência logada”, acrescenta Bráulio Ribeiro, diretor de Operações, Engenharia e Tecnologia da EBC.

“Para comunicação pública, isso significa fundamentalmente mais serviço, mais informação, mais possibilidade de atender ao cidadão não apenas com som e imagem, mas também, por exemplo, com localização de diversos serviços de natureza pública”, detalha o diretor.

Uma década de implementação

Como ocorreu na troca da TV como emissão e recepção analógica para a TV digital, o passo para a TV 3.0 será feito em etapas. Primeiro a fase de testes, agora iniciada em Brasília e, desde agosto do ano passado, em São Paulo. Depois deverá seguir para capitais e grandes cidades. Posteriormente, terá início em médias e pequenas cidades.

O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, prevê que a implantação ocorra ao longo de uma década. A implementação depende de investimento das emissoras de televisão e da disponibilidade de aparelhos de TV com nova tecnologia e dos seus conversores para os equipamentos atuai

“As emissoras já estão se adaptando com investimento em transmissores e em novos equipamentos para viabilizar essa transmissão. Em paralelo a isso, serão desenvolvidos conversores”, assinala o ministro. Ele informa que além das emissoras, o Ministério das Comunicações está conversando com o setor produtivo para a fabricação de aparelhos de TV e conversores.

O conversor da TV 3.0 é chamado de “Set-Top Box”. Para uso residencial, o conversor será conectado ao aparelho de TV via cabo HDMI e à antena digital UHF/VHF usados atualmente.

O funcionamento não depende de ligação na internet. Mas se o espectador/usuário quiser acessar recursos interativos e de streaming (on-demand), precisará de Wi-Fi ou cabo Ethernet em sua casa.

Os investimentos de emissoras e dos receptores se justificam pelo grande consumo de TV aberta no Brasil. Octavio Penna Pieranti, conselheiro da Anatel, lembra que “a televisão aberta é o meio de comunicação mais inclusivo que temos” e que “o brasileiro assiste mais de 5 horas diárias de televisão.”

“Estamos falando de uma plataforma muito importante e que vai permitir que o Estado também esteja cada vez mais próximo do cidadão”, avalia Penna Pieranti que preside o Grupo de Implantação do Processo de Redistribuição e Digitalização de Canais de TV e RTV (Gired).

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