São Paulo, 20 de Outubro de 2026
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Ministro diz que pente-fino está sendo feito nos créditos consignados

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, assegurou, nesta quinta-feira (18), que servidores da força-tarefa previdenciária estão apurando eventuais suspeitas de irregularidades na concessão de crédito consignado a aposentados e pensionistas

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Agência Brasil

Ministro diz que pente-fino está sendo feito nos créditos consignados
Créditos: Agência Brasil

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, assegurou, nesta quinta-feira (18), que servidores da força-tarefa previdenciária estão apurando eventuais suspeitas de irregularidades na concessão de crédito consignado a aposentados e pensionistas do Regime Geral da Previdência Social.

“Estamos investigando, olhando com lupa, fazendo um pente-fino nesses consignados”, disse o ministro a jornalistas da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), onde foi entrevistado no programa Bom Dia, Ministro.

Antes de conversar com os jornalistas da EBC, ainda durante o programa, Queiroz disse que, desde que assumiu o comando da pasta, em maio deste ano, tem recebido relatos de pessoas reclamando de que suas aposentadorias e pensões vêm com descontos de créditos consignados que não contrataram e, muitas vezes, sequer receberam.

“A primeira coisa que fiz foi mandar isso para a inteligência, para a força-tarefa previdenciária. Disse: “Olha, quero que vocês passem um pente-fino nisso aí, [façam] uma auditoria. Quero saber quem é que está fazendo isso com os nossos aposentados”, contou Queiroz, acrescentando que já recebeu um relatório com as conclusões preliminares da equipe.

“Ele é sigiloso, mas com base nele estamos fazendo reuniões periódicas com as instituições que comandam [representam] os bancos e as fintechs, como a Febraban [Federação Brasileira de Bancos] e a ABBC [Associação Brasileira de Bancos]. Para que possamos apertar isso. Estamos vigilantes para que não haja qualquer tipo de desconto indevido, de corrupção ou de fraude também nos consignados”, completou o ministro, referindo-se ao escândalo da fraude bilionária envolvendo as mensalidades associativas.

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A chamada força-tarefa previdenciária é formada por servidores do Ministério da Previdência Social e da Polícia Federal (PF). Foi criada com o objetivo de combater, de forma sistemática, crimes e fraudes contra a Previdência Social, mediante ações conjuntas especiais e utilização de procedimentos técnicos da Inteligência.

“O Ministério da Previdência Social paga mais de R$ 1 trilhão todos os anos. Portanto, temos quer ter muito cuidado, porque tem sempre gente querendo meter a mão nesse dinheiro. Por isso, temos uma força-tarefa previdenciária que atua de forma permanente, junto com a PF, no Brasil inteiro”, destacou o ministro.

Informações do Ministério da Previdência Social indicam que, entre 2003 e 2024, os integrantes da força-tarefa previdenciária participaram de 1.315 operações em todo o país, que resultaram em 3.721 prisões, incluindo as de 557 servidores e empregados públicos.

“Há semanas em que ocorrem três, quatro operações. É um trabalho que acontece nos bastidores e que estou fazendo questão de divulgar para as pessoas saberem que existe um cuidado, um tratamento muito especial em relação à integridade e à segurança dos beneficiários da Previdência Social.

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