São Paulo, 19 de Outubro de 2026
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Chuvas no Rio Grande do Sul deixam dois mortos e um desaparecido

As fortes chuvas que atingem parte do Rio Grande do Sul desde o último fim de semana causaram ao menos duas mortes e deixaram uma pessoa desaparecida

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Agência Brasil

Chuvas no Rio Grande do Sul deixam dois mortos e um desaparecido
Créditos: Agência Brasil

As fortes chuvas que atingem parte do Rio Grande do Sul desde o último fim de semana causaram ao menos duas mortes e deixaram uma pessoa desaparecida. Segundo a Defesa Civil estadual, até a manhã desta quarta-feira (18), o número de desalojados (pessoas que tiveram que deixar suas residências e se alojar na casa de parentes, amigos ou hotéis) chegava a 1.336. Outras 1 mil pessoas estão temporariamente em abrigos públicos ou de entidades assistenciais.

Um dos dois óbitos já confirmados ocorreu em Nova Petrópolis, município da Serra Gaúcha, a cerca de 100 quilômetros da capital gaúcha, Porto Alegre. Trata-se de um jovem de 22 anos cujo nome não foi divulgado. Seu corpo foi resgatado de dentro de um carro parcialmente coberto pelas águas do Rio Caí.

A outra morte foi confirmada ontem (17), pela Defesa Civil estadual. O corpo de Geneci da Rosa, de 54 anos de idade, foi encontrado em Candelária, cidade da Região dos Vales, a cerca de 188 quilômetros de Porto Alegre. Ao passar por uma ponte, na manhã desta terça-feira, o veículo em que Geneci e seu marido estavam foi levado pela correnteza. O marido de Geneci segue desaparecido.

Além das mortes, as chuvas voltaram a causar estragos e transtornos em grande parte do Rio Grande do Sul. Ao menos 51 dos 497 municípios gaúchos já relataram à Defesa Civil estadual registros de danos ou intercorrências. Em Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre, por exemplo, há ao menos 89 pessoas desalojadas e 28 desabrigados. Em um vídeo divulgado esta manhã, o prefeito de Canoas, Airton Souza, comentou que pelo menos 29 escolas da cidade foram parcialmente destelhadas.

Há trechos totalmente bloqueados à passagem de veículos em ao menos 16 rodovias estaduais e outras seis têm trechos parcialmente bloqueados.

Nas redes sociais, o governador Eduardo Leite afirmou que, desde o fim de semana, algumas regiões acumulam mais de 350 milímetros de chuva, principalmente na região noroeste do estado. O que, segundo ele, é um volume “muito acima do normal para o período”.

“É claro que isso traz muitos transtornos, mas para fazer uma comparação – é importante para as pessoas, pela memória que elas têm [dos temporais que castigaram o estado há pouco mais de um ano]. Deveremos ter acumulados de [até] 450 milímetros em várias localidades do estado. Enquanto, no ano passado, nas enchentes de maio, tivemos [um acúmulo de] mais de 1 mil milímetros [de precipitação] generalizada gerando aquele nível de situação extrema”, comentou Leite, destacando que, apesar de, em alguns locais, a situação já pode ser considerada “crítica”, até o momento, não há informações que apontem para uma situação semelhante a que os gaúchos enfrentaram em 2024, quando as consequências dos temporais mataram ao menos 184 pessoas e deixaram 25 desaparecidas.

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