São Paulo, 20 de Outubro de 2026
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Moradores de favela paulistana fazem barricada contra ação policial

Moradores da Favela do Moinho, localizada no centro da capital paulista, protestaram, nesta sexta-feira (18) contra uma ação policial realizada no local

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Agência Brasil

Moradores de favela paulistana fazem barricada contra ação policial
Créditos: Agência Brasil

Moradores da Favela do Moinho, localizada no centro da capital paulista, protestaram, nesta sexta-feira (18) contra uma ação policial realizada no local. Durante o protesto, eles fizeram uma barricada e atearam fogo nos trilhos da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que cruza a comunidade. A Favela do Moinho é a única comunidade ainda existente no centro da cidade.

Segundo moradores, viaturas da Polícia Militar (PM) estão estacionadas desde ontem (17) na entrada da favela e cercam o entorno com cones. De acordo com os relatos, os policiais têm ameaçado as famílias, acenando com a possibilidade de uma reintegração de posse.

De acordo com a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), a região da Favela do Moinho será “requalificada” e, no local, será implantado o Parque do Moinho. Para isso, será necessária a remoção das cerca de 800 famílias que vivem na comunidade, “que serão acolhidas em lares dignos”, diz a CDHU. A remoção das famílias está prevista para a próxima terça-feira (22).

As famílias, no entanto, alegam que suas moradias, muitas delas próprias, serão substituídas por imóveis financiados, fora do centro, dificultando o acesso a creches, oportunidades de trabalho e infraestrutura.

O protesto

A presença da PM na Favela do Moinho motivou o protesto de hoje, que levou à interrupção nas linhas de trens que circulam na região.

A CPTM informou que a circulação da Linha 7-Rubi precisou ser interrompida entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Luz por volta das 15h10 e acabou sendo retomada às 15h44.

A concessionária ViaMobilidade disse que a circulação de trens entre as estações Júlio Prestes e Palmeiras-Barra Funda, da Linha 8-Diamante, foi normalizada às 15h50, após interrupção temporária que começou às 14h17. Segundo a concessionária, durante o período de paralisação, ônibus do sistema Paese (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência) foram acionados para garantir o deslocamento dos passageiros.

Procurada pela Agência Brasil, a Secretaria de Segurança Pública informou que uma pessoa foi presa hoje no local, por "suspeita de tráfico de drogas".

"Para o local, o Estado [de São Paulo] propôs o reassentamento de famílias da comunidade com o objetivo de levar dignidade e segurança a essa população, que vive sob risco elevado em condições insalubres, com adesão voluntária de mais de 87% da comunidade até o momento. Cerca de 50 pessoas protestam e interditam a entrada da comunidade nesta tarde. As equipes policiais monitoram a situação à distância para evitar confrontos", diz a nota da secretaria.

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