São Paulo, 20 de Outubro de 2026
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Polícia conclui investigação do caso Gritzbach e indicia seis pessoas

O comando da Polícia Civil paulista anunciou nesta sexta-feira (14) a conclusão do inquérito que apurou o assassinato de Vinícius Gritzbach, ex-colaborador e delator da facção PCC, executado a tiros no Aeroporto de Guarulhos, em novembro de 2024

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Agência Brasil

O comando da Polícia Civil paulista anunciou nesta sexta-feira (14) a conclusão do inquérito que apurou o assassinato de Vinícius Gritzbach, ex-colaborador e delator da facção PCC, executado a tiros no Aeroporto de Guarulhos, em novembro de 2024. 

Segundo a polícia, o crime foi motivado pelo fato de o delator ter mandado matar dois aliados de lideranças do grupo criminoso na região metropolitana de São Paulo.

Seis pessoas foram indiciadas por envolvimento no assassinato, entre elas policiais militares. 

>> Veja quem foi indiciado: 

Emílio Carlos Gongorra Castilho (o Cigarreira): líder do PCC e mandante do crime Diego dos Santos Amaral (o Didi): líder do PCC e mandante do crime Kauê do Amaral Coelho: informante, monitorou o delator e avisou os executores   Fernando Genauro: policial militar e executor do crime Denis Antonio Martins: policial militar e executor do crime  Ruan Silva Rodrigues: policial militar e executor do crime

Os três primeiros estão foragidos. Os policiais estão presos no Presídio Militar Romão Gomes.

A Polícia Civil pediu a conversão da prisão temporária para preventiva. Mais duas pessoas foram indiciadas por ajudarem os criminosos na fuga.

Relembre o caso

Gritzbach era réu por homicídio e acusado de envolvimento em esquemas de lavagem de dinheiro para a organização criminosa PCC. No ano passado, ele havia assinado uma delação premiada com o Ministério Público, entregando o nome de pessoas ligadas à facção e também acusando policiais de corrupção.

Ele foi morto a tiros na área externa do Aeroporto de Guarulhos, no dia 8 de novembro de 2024. Câmeras de segurança gravaram a ação dos criminosos. Um motorista de aplicativo que estava trabalhando no local também foi atingido e morreu.

Até este momento, 26 pessoas já foram presas por envolvimento no caso, sendo 17 policiais militares e cinco policiais civis. Outras quatro pessoas presas são suspeitas de ter alguma relação com o homem que foi apontado como integrante da facção criminosa e que teria atuado como “olheiro” no dia do crime.

Segundo a Polícia Civil, um valor milionário foi oferecido pelos traficantes para o pagamento da execução do delator. Os valores exatos são apurados em um segundo inquérito sobre a rede de apoio ao crime.

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