São Paulo, 20 de Outubro de 2026
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De pênalti, França vence retranca do Paraguai e se classifica na Copa

Finalista das últimas duas Copas do Mundo, a França continua na briga para chegar à decisão pela terceira vez consecutiva e repetir o feito do Brasil entre 1994 e 2002

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Agência Brasil

De pênalti, França vence retranca do Paraguai e se classifica na Copa
Créditos: Agência Brasil

Finalista das últimas duas Copas do Mundo, a França continua na briga para chegar à decisão pela terceira vez consecutiva e repetir o feito do Brasil entre 1994 e 2002. Neste sábado (4), os Bleus ("Azuis", na tradução literal do francês, apelido da seleção europeia) superaram o Paraguai por 1 a 0 na Filadélfia (Estados Unidos), pelas oitavas de final.

Os bicampeões mundiais, que vêm de um vice na edição do Catar, em 2022, terão Marrocos como adversário nas quartas de final. O confronto reedita uma das semifinais da última Copa. Na ocasião, os franceses ganharam por 2 a 0. O reencontro será na próxima quinta-feira (9), às 17h, em Boston (Estados Unidos).

Goleador da Copa ao lado de Lionel Messi, o também atacante Kylian Mbappé balançou as redes na competição deste ano pela sétima vez e segue na cola do argentino na artilharia histórica do Mundial. O astro dos Bleus acumula incríveis 19 gols em 19 jogos, média de um por partida, enquanto o camisa 10 dos hermanos contabiliza 20 gols.

O Paraguai, por sua vez, volta a ser frustrado pelos franceses em uma Copa. Em 1998, na casa dos Bleus, a geração sul-americana com nomes idolatrados em clubes brasileiros, como o lateral Francisco Arce e o zagueiro Carlos Gamarra, caiu nas oitavas de final para a França, ao perder por 1 a 0, na prorrogação.

Ferrolho paraguaio

Na França, Didier Deschamps fez apenas uma troca na formação que derrotou a Suécia por 3 a 0 na fase de 16 avos de final. O treinador escolheu Manu Koné para o lugar do também volante Aurélien Tchouaméni.

Preocupado com o poderio ofensivo francês, o técnico Gustavo Alfaro montou o Paraguai fechadinho na defesa, com três alterações em relação ao time que eliminou a Alemanha nos pênaltis, após empate por 1 a 1 com bola rolando. O zagueiro José Canale saiu, mas outros dois entraram: Gustavo Velázquez e Omar Alderete. Pelo meio, Damián Bobadilla, do São Paulo, deu lugar ao também volante Diego Goméz. Outro a ir para o banco foi o atacante Gabriel Ávalos.

No primeiro tempo, a retranca paraguaia deu resultado. A França controlou a posse da bola em 57% do tempo e trocou seis vezes mais passes que o adversário, mas sucumbiu à forte marcação no último terço do campo.

Basta dizer que o goleiro Orlando Gill não foi exigido. Na finalização mais perigosa da seleção europeia, os 21 minutos, Koné arriscou de fora da área, a bola desviou no também volante Diego Gómez e quase surpreendeu os sul-americanos.

Doué e Mbappé decidem

O cenário não se alterou na etapa final. A França intensificou a pressão, mas novamente, foi com um chute de Koné, de longa distância, aos nove minutos, que os Bleus conseguiram dar um susto. Gill se esticou no ângulo esquerdo e salvou a finalização.

O desgaste físico não demorou a se manifestar no Paraguai. Antes mesmo dos 15 minutos, foram duas trocas por cansaço, com Canale no lugar de Alderete e Gustavo Caballero, ex-Santos, entrando no lugar do também atacante Júlio Enciso. Pouco depois, após tentar uma arrancada pela esquerda, o meia Miguel Almirón não resistiu e desabou no gramado e colocou a mão no posterior da coxa esquerda.

A resistência sul-americana sucumbiu, enfim, aos 19 minutos, após Désiré Doué, que tinha acabado de entrar no lugar do também atacante Bradley Barcola, sair driblando na área e ser derrubado por Gómez. O árbitro Ilgiz Tantashev reviu o lance no vídeo e marcou pênalti a favor da França. Aos 24, Mbappé cobrou e não deu chances a Gill.

A partida, então, ficou à feição para os Bleus, com os paraguaios obrigados a se lançarem a frente e cedendo espaços para os contra-ataques. Em um deles, já nos acréscimos, Mbappé avançou pela esquerda e finalizou duas vezes, uma da entrada da área e outra no rebote, mas Gill fez duas grandes defesas.

O Paraguai foi com tudo para o ataque nos instantes finais, mas não foi o suficiente. Assim como em 1998, a França levou a melhor.

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