São Paulo, 20 de Outubro de 2026
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Ancelotti vê Neymar em condição de jogo e acena com Rayan titular

O atraso de duas horas e meia na saída do voo de Nova Jersey para Miami fez com que a entrevista coletiva do técnico Carlo Ancelotti, marcada para 20h15 (horário de Brasília) desta terça-feira (22), tivesse início somente após 22h

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Agência Brasil

Ancelotti vê Neymar em condição de jogo e acena com Rayan titular
Créditos: Agência Brasil

O atraso de duas horas e meia na saída do voo de Nova Jersey para Miami fez com que a entrevista coletiva do técnico Carlo Ancelotti, marcada para 20h15 (horário de Brasília) desta terça-feira (22), tivesse início somente após 22h. Apesar do desgaste, o treinador reagiu com bom humor ao imprevisto do mau tempo nos Estados Unidos.

"É uma experiência muito bonita dar uma coletiva de imprensa às nove da noite [risos]", disse o italiano, em referência ao horário local, uma hora atrasado em relação ao de Brasília.

"Neymar trabalhou bem esta semana e estamos muito contentes com sua volta. Obviamente que, com a qualidade dele, pode ajudar muito ao time", comentou o técnico, respondendo, em seguida, quanto tempo o camisa 10 - que não atua há mais de um mês - teria condições de estar em campo.

"Ele pode jogar. Eu posso jogar 90 minutos caminhando [risos]. Ele treinou muito bem, estou muito feliz com ele", brincou. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Vaga de Raphinha

Neymar, porém, deve iniciar a partida como opção no banco de reservas, justamente pela falta de ritmo. Em relação à equipe que derrotou o Haiti por 3 a 0, na Filadélfia (Estados Unidos), sexta-feira passada (19), a única ausência certa é a do atacante Raphinha, que sofreu uma lesão no posterior da coxa direita.

Embora não tenha confirmado o substituto do camisa 11, Ancelotti deu indícios de que o escolhido será Rayan. O ex-jogador do Vasco, atualmente no Bournemouth (Inglaterra), disputa o posto de titular com o também atacante Luiz Henrique.

"Acho que o Rayan, quando entrou no lugar do Raphinha [contra o Haiti], fez um bom jogo. Rayan tem muito potencial nesse aspecto [de "alargar o campo", ou seja, atuar posicionado bem próximo à lateral e gerar espaços para infiltração]. Temos outros jogadores que podem se adaptar ao sistema, mas se precisarmos dessa amplitude, o Rayan pode fazer esse papel", explicou o italiano, que rechaçou poupar o lateral Douglas Santos e o lateral Casemiro, pendurados com um cartão amarelo cada.

"Pensamos em ganhar o jogo com a melhor escalação possível. Não pensamos em cartão. Temos que jogar um jogo completo", resumiu.

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Vale a liderança

O Brasil lidera o Grupo C com os mesmos quatro pontos de Marrocos, ficando à frente pelo saldo de gols (três a um). A Escócia aparece em terceiro, com três pontos, seguida pelo Haiti, zerado. No mesmo horário do jogo em Miami, marroquinos e haitianos estarão se enfrentando em Atlanta (Estados Unidos), em duelo que impacta diretamente a classificação final.

A seleção brasileira quer terminar a chave na liderança. Não por conta do adversário - que viria do Grupo F, de Holanda, Japão, Suécia e Tunísia - e sim por logística. Nesse caso, a delegação pode seguir concentrada em Nova Jersey para o mata-mata.

Caso fique em segundo, o Brasil disputará o confronto dos 16 avos de final em Monterrey (México) e, se avançar, volta aos Estados Unidos, mas passando a ter bases itinerantes. Há, ainda, a possibilidade de passar como um dos oito melhores terceiros colocados, podendo atuar em território norte-americano ou mexicano, a depender do fim da primeira fase.

"Não vamos focar no jogo de Marrocos. Vamos pensar no que temos de fazer e fazê-lo bem. Melhorar o [que foi feito no] jogo contra o Haiti. A Escócia tem uma boa equipe, estão com a oportunidade de se classificar melhor no grupo", finalizou Ancelotti.

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