São Paulo, 20 de Outubro de 2026
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Maior campeã paralímpica, Carol Santiago aprova testes para 2028

A pandemia da covid-19, que adiou a Paralimpíada de Tóquio, no Japão, para 2021, comprometeu o calendário da natação paralímpica, levando atletas a emendarem quatro anos de competições importantes

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Agência Brasil

Maior campeã paralímpica, Carol Santiago aprova testes para 2028
Créditos: Agência Brasil

A pandemia da covid-19, que adiou a Paralimpíada de Tóquio, no Japão, para 2021, comprometeu o calendário da natação paralímpica, levando atletas a emendarem quatro anos de competições importantes. Além dos Jogos de Paris (França) em 2024, foram três Campeonatos Mundiais: 2022 na Ilha da Madeira (Portugal), 2023 em Manchester (Inglaterra) e 2025 em Singapura.

A próxima temporada não prevê grandes eventos. As etapas da World Series, como é conhecido o circuito mundial anual da modalidade, e os Jogos Parasul-Americanos, nas cidades colombianas de Valledupar e Agustín Codazzi, serão os principais desafios de 2026. O que não quer dizer que será um ano mais leve no planejamento da Paralimpíada de Los Angeles (Estados Unidos). Quem garante é Maria Carolina Santiago, principal nome da natação paralímpica feminina do país, em entrevista à Agência Brasil.

Carol nasceu com uma alteração na retina chamada Síndrome de Morning Glory, o que a coloca na classe S12, para atletas com baixa visão, intermediária entre as três voltadas a deficientes visuais. Ela migrou da natação convencional em 2018 e rapidamente se tornou um dos maiores nomes da modalidade adaptada. São dez medalhas, seis de ouro, em somente duas Paralimpíadas (Tóquio e Paris), que fizeram da pernambucana a maior campeã paralímpica do país e a segunda mulher com mais pódios nos Jogos, três a menos que a velocista Ádria dos Santos.

Em Paris, Carol foi ouro nos 50 e 100 metros (m) livre e nos 100 m costas e ainda conquistou duas pratas (100 m peito e revezamento 4x100 m livre). No planejamento para o ciclo de Los Angeles, a nadadora e seu treinador, Leonardo Tomazello, optaram por reduzir o programa de provas individuais de seis para três, priorizando aquelas em que esteve no topo do pódio na capital francesa.

A estratégia, ao menos em 2025, deu certo. No Mundial de Singapura, a pernambucana repetiu os ouros de Paris, com direito a tricampeonato dos 100 m costas e tetra nos 100 m livre, e ainda conseguiu um quarto topo de pódio, no revezamento 4x100 m medley, e uma prata no revezamento 4x100 m livre. Não à toa, foi eleita a atleta feminina do ano no Prêmio Brasil Paralímpico pela quarta vez, a segunda consecutiva, isolando-se como maior ganhadora do troféu entre as mulheres.

“Posso dizer que foi o ano mais difícil desde que entrei no movimento paralímpico, mas conseguimos transformar as dificuldades em desafios, enfrentar, vencer e performar, como performamos no Mundial”, comemorou Carol.

“O primeiro ano [após os Jogos] é sempre importante. Era um ano de Mundial, em que você pode avaliar exatamente o ponto em que está na preparação. O Mundial é o que temos mais próximo de uma Paralimpíada. Então, avalio [o desempenho] como um pontapé inicial bem dado”, finalizou a multicampeã.

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