São Paulo, 19 de Outubro de 2026
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Petrobras negocia exploração em Gana para ampliar presença na África

A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (21) o interesse em atuar na exploração de petróleo em Gana, país de cerca de 35 milhões de habitantes na costa Oeste da África

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Agência Brasil

Petrobras negocia exploração em Gana para ampliar presença na África
Créditos: Agência Brasil

A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (21) o interesse em atuar na exploração de petróleo em Gana, país de cerca de 35 milhões de habitantes na costa Oeste da África.

A decisão faz parte do movimento da companhia de encontrar novas fronteiras para a produção de óleo e gás, tendo o continente africano como uma das áreas escolhidas.

De acordo com a Petrobras, o Ministério de Energia e Transição Verde de Gana aprovou a habilitação para negociar contratos referentes a quatro blocos.

A estatal explica que a aprovação faz a empresa ingressar “na fase de negociação direta dos termos dos contratos de exploração”.

Petrobras no mundo

Atualmente na África, a Petrobras tem atuação na Namíbia, São Tomé e Príncipe e África do Sul.

Em São Tomé e Príncipe, há participação em quatro blocos exploratórios, sendo três operados pela anglo-holandesa Shell.  

Na África do Sul, há participação no bloco Deep Western Orange Basin (Dwob), operado pela francesa TotalEnergies. 

Na Namíbia, a Petrobras assinou um contrato para adquirir participação no Bloco 2613 e aguarda confirmação de entrada pelas autoridades governamentais do país. Uma vez aprovado o consórcio, a operadora será também a TotalEnergies. 

A empresa brasileira está presente também na Argentina, Bolívia, Colômbia e Estados Unidos. Em junho de 2026, a companhia firmou um entendimento para estabelecer uma cooperação estratégica e técnica com a estatal Pemex, com foco no Golfo do México. 

Margem Equatorial

O movimento da Petrobras ocorre no momento em que a empresa avança na exploração de petróleo na Margem Equatorial, no litoral extremo norte do Brasil.

A região é apontada como de grande potencial, assim como foi o pré-sal, no mar do Sudeste, de onde saem mais de 83% da produção própria (descontada a parte de empresas consorciadas) de óleo e gás da Petrobras.

Esta semana, a companhia detalhou os primeiros achados de petróleo no poço Morpho, no bloco BM-FZA-59, a 175 quilômetros (km) do Oiapoque, no Amapá, e a cerca de 500 km de distância da foz do Rio Amazonas. 

A empresa continua o trabalho de perfuração para identificar a capacidade do reservatório e análises laboratoriais para verificar a qualidade do óleo.

A Petrobras tem dito que o pré-sal deve entrar em declínio (atingimento do ponto máximo de produção) perto de 2034, caso não haja expansão das reservas.

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