São Paulo, 19 de Outubro de 2026
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Dólar fecha estável, mas acumula queda de 1,82% em julho

O dólar teve pequena alta nesta sexta-feira (31), refletindo a busca dos investidores por proteção diante das tensões no Oriente Médio e do fortalecimento da moeda estadunidense no exterior. Apesar da valorização no dia, o dólar caiu quase 2% em julh

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Agência Brasil

Dólar fecha estável, mas acumula queda de 1,82% em julho
Créditos: Agência Brasil

O dólar teve pequena alta nesta sexta-feira (31), refletindo a busca dos investidores por proteção diante das tensões no Oriente Médio e do fortalecimento da moeda estadunidense no exterior. 

Apesar da valorização no dia, o dólar caiu quase 2% em julho. 

Na bolsa brasileira, o Ibovespa fechou em alta, acumulando ganho de quase 3,5% no mês. O petróleo subiu mais de 20% em julho, impulsionado pela escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã.

O pregão também foi marcado por um atraso de mais de 2 horas na abertura dos mercados da B3 devido a um problema técnico. O problema, no entanto, não teve impacto relevante na trajetória dos ativos ao longo da sessão.

Principais números

    Dólar: R$ 5,069 (0,13% no dia e -1,82% em julho);     Ibovespa: 177.999 pontos (0,47% no dia e 3,47% em julho);     Ibovespa em 2026: 10,47%;     Petróleo Brent: US$ 87,93 (1,21% no dia e 23,5% em julho);     Petróleo WTI: US$ 84,67 (1,29% no dia e 21,8% em julho).

Câmbio

O dólar à vista encerrou esta sexta-feira vendido a R$ 5,069, alta de 0,13% em relação ao fechamento anterior.

O movimento ocorreu após o fim da disputa pela formação da Ptax, taxa de fim de mês usada para corrigir a dívida pública atrelada ao dólar e as reservas internacionais. 

A cotação acompanhou a valorização da moeda estadunidense no mercado internacional, num ambiente de maior aversão ao risco.

Os investidores voltaram a buscar ativos considerados mais seguros diante da piora das tensões no Oriente Médio, depois de novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o conflito com o Irã e da continuidade dos impasses envolvendo a Faixa de Gaza.

Outro fator que deu sustentação ao dólar foi a alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro estadunidense, após dirigentes do Federal Reserve (Fed, Banco Central dos Estados Unidos) defenderem o voto favorável a uma elevação dos juros na reunião realizada nesta semana.

Apesar da alta desta sexta-feira, o dólar caiu 1,82% no mês. Este ano, a divisa recua 7,73%.

Entre os fatores que favoreceram o real ao longo do mês estão:

    valorização do petróleo, porque o Brasil é exportador do produto;     fluxo de investimento estrangeiro para o país;     juros brasileiros altos, que continuam atraindo investidores para operações conhecidas como carry trade.

Ibovespa

Principal índice da B3, o Ibovespa encerrou a sexta-feira em alta de 0,47%, aos 177.999 pontos. O indicador atingiu o maior fechamento desde 14 de maio.

Mesmo com o problema operacional na B3 durante a manhã, o mercado recuperou o ritmo ao longo da tarde e fechou no campo positivo.

O índice acumulou:

    alta de 2,27% na semana;     ganho de 3,47% em julho, interrompendo quatro meses consecutivos de perdas;     valorização de 10,47% em 2026.

Nos Estados Unidos, os principais índices acionários avançaram após resultados corporativos e indicadores econômicos reforçarem o apetite por ativos de risco.

O problema técnico registrado pela B3 atrasou a abertura dos mercados de ações e juros em mais de 2 horas. Segundo a bolsa, a ocorrência teve origem em um componente tecnológico da infraestrutura de pós-negociação, sem indícios de ataque cibernético.

Petróleo

O petróleo voltou a subir nesta sexta-feira e encerrou julho com a maior valorização mensal desde março.

O barril do Brent, referência internacional, fechou cotado a US$ 87,93, alta de 1,21%. O WTI, do Texas, avançou 1,29%, para US$ 84,67.

No acumulado do mês, os ganhos foram expressivos. O Brent subiu 23,5%, e o WTI avançou 21,8%. A alta foi impulsionada pelo agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã.

Durante o dia, autoridades iranianas afirmaram ter interceptado navios-tanque no Estreito de Ormuz e realizado novos ataques contra instalações militares americanas na região. Ao mesmo tempo, o governo dos Estados Unidos voltou a endurecer o discurso em relação ao Irã.

O mercado também acompanhou relatos sobre possíveis restrições às operações de transporte de petróleo na região e aguardou a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), marcada para este fim de semana, quando o grupo deve discutir os próximos níveis de produção da commodity.

* Com informações da Reuters

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