São Paulo, 20 de Outubro de 2026
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Déficit em contas externas foi R$ 3,2 bilhões no mês de maio, diz BC

As contas externas do Brasil tiveram saldo negativo de US$ 3,185 bilhões em maio, informou nesta sexta-feira (26) o Banco Central (BC)

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Agência Brasil

Déficit em contas externas foi R$ 3,2 bilhões no mês de maio, diz BC
Créditos: Agência Brasil

As contas externas do Brasil tiveram saldo negativo de US$ 3,185 bilhões em maio, informou nesta sexta-feira (26) o Banco Central (BC). O valor representa uma estabilidade em relação ao registrado no mesmo mês de 2025, quando o déficit alcançou US$ 3,318 bilhões nas transações correntes, que se referem às compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda com outros países.

Em maio deste ano, houve aumento de US$ 514 milhões no superávit da balança comercial de bens, com altas de 6,4% nas exportações e de 5,9% nas importações.

Nos 12 meses encerrados em maio, o resultado negativo nas transações correntes somou US$ 64,143 bilhões, o que corresponde a 2,6% do Produto Interno Bruto (PIB), indicador da soma dos bens e serviços produzidos no país. Em relação ao período equivalente terminado em maio de 2025, houve redução no déficit; naquele mês, o resultado em 12 meses foi negativo em US$ 75,252 bilhões, ou 3,52% do PIB. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Investimentos

De acordo com o BC, as transações correntes apresentam cenário bastante robusto e têm tendência de redução no déficit em 12 meses desde setembro de 2025. Além disso, o resultado negativo das contas externas está financiado por capitais de longo prazo, principalmente pelos investimentos diretos no país (IDP), que têm fluxos e estoques de boa qualidade.

O IDP somou US$ 7,974 bilhões em maio deste ano, ante US$ 3,863 bilhões em igual mês de 2025.

Quando o país registra saldo negativo em transações correntes, precisa cobrir o déficit com investimentos ou empréstimos no exterior. A melhor forma de financiamento do saldo negativo é o IDP, porque os recursos são aplicados no setor produtivo e costumam ser investimentos de longo prazo.

Em 12 meses até maio, esses investimentos diretos ficaram em US$ 83,312 bilhões (3,38% do PIB), ante US$ 79,201 bilhões (3,27% do PIB) no mês anterior e US$ 71,592 bilhões (3,35% do PIB) no período encerrado em maio de 2025.

No caso dos investimentos em carteira no mercado doméstico, houve saída líquida de US$ 5,227 bilhões no mês passado, resultado de saídas de US$ 2,365 bilhão em ações e fundo de investimentos e de US$ 2,862 bilhões em títulos de dívida. Nos 12 meses encerrados em maio, esses investimentos somaram ingressos líquidos de US$ 20,8 bilhões.

Já o estoque de reservas internacionais atingiu US$ 371,1 bilhões em maio, aumento de US$ 4,2 bilhões em comparação ao mês anterior.

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