São Paulo, 20 de Outubro de 2026
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Brasil capta 5 bi de euros em emissão internacional recorde

O governo brasileiro captou 5 bilhões de euros nesta quarta-feira (15) em uma emissão de títulos no mercado europeu, marcando o retorno do país ao segmento após mais de dez anos

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Agência Brasil

Brasil capta 5 bi de euros em emissão internacional recorde
Créditos: Agência Brasil

O governo brasileiro captou 5 bilhões de euros nesta quarta-feira (15) em uma emissão de títulos no mercado europeu, marcando o retorno do país ao segmento após mais de dez anos. A operação foi conduzida pelo Tesouro Nacional e anunciada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan.

Segundo o ministro, a emissão foi dividida em três prazos: quatro, sete e dez anos. O ministro adiantou detalhes da operação durante agenda oficial em Washington nos Estados Unidos, onde participa de reuniões do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Demanda acima do esperado

“Conseguimos uma captação histórica”, afirmou Durigan. “Voltamos ao mercado europeu com sucesso e vamos prospectar novos mercados até o fim do ano.”

Segundo estimativas apresentadas por instituições financeiras internacionais, a emissão foi estruturada em três papéis: 2 bilhões de euros em títulos com vencimento em 2030, 1,5 bilhão de euros para 2033 e 1,5 bilhão de euros para 2036.

Posteriormente, o Tesouro Nacional dará detalhes como juros e spread (diferença entre as taxas de captação e os títulos do Tesouro da Alemanha). A última emissão do governo brasileiro em euros ocorreu em 2014.

Estratégia da dívida

A operação faz parte da estratégia do governo para administrar a dívida pública e ampliar a presença do Brasil em diferentes mercados e moedas.

Segundo o Tesouro, a emissão também busca criar uma referência para títulos em euros, o que pode facilitar futuras captações de empresas brasileiras no exterior.

Os recursos obtidos serão usados principalmente para o refinanciamento da dívida pública federal, substituindo passivos já existentes.

Bancos coordenadores

A operação foi coordenada por instituições financeiras internacionais, entre elas BBVA, BNP Paribas, Bank of America e UBS.

A decisão de realizar a emissão foi tomada após reuniões do Tesouro Nacional com investidores realizadas na véspera, em um cenário considerado favorável no mercado internacional.

Projeção do FMI

Durante a agenda nos Estados Unidos, Durigan também comentou a revisão da projeção de crescimento do Brasil pelo FMI, que passou a estimar alta de 1,9% no Produto Interno Bruto (PIB).

Apesar da melhora, o ministro destacou que o cenário global de juros elevados deve limitar o crescimento econômico nos próximos anos.

“O compromisso do governo é estabilizar e reduzir a trajetória da dívida pública no médio e longo prazo”, afirmou.

Em relação à projeção do FMI de que a dívida pública bruta do Brasil chegará a 100% do PIB em 2027, Durigan ressaltou que as estimativas do Fundo Monetário são mais altas que as do governo brasileiro por uma diferença de metodologia.

O FMI inclui na dívida bruta os títulos do Tesouro em poder do Banco Central (BC) usados para regular a quantidade de dinheiro em circulação na economia e definir a Taxa Selic (juros básicos). O governo brasileiro desconsidera esses papéis nas estatísticas de dívida pública.

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