São Paulo, 20 de Outubro de 2026
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Agropecuária ajudou oito estados a crescerem mais que o Brasil em 2023

Treze estados e o Distrito Federal tiveram crescimento proporcional maior que o da economia brasileira em 2023

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Agência Brasil

Agropecuária ajudou oito estados a crescerem mais que o Brasil em 2023
Créditos: Agência Brasil

Treze estados e o Distrito Federal tiveram crescimento proporcional maior que o da economia brasileira em 2023. Desses, oito foram empurrados principalmente pela atividade agropecuária: Acre, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins, Goiás, Paraná, Roraima e Minas Gerais.

Enquanto o Brasil viu o Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos) crescer 3,2% em 2023, os estados impulsionados pelo agro apresentaram expansão de 3,4% a 14,7%.

Veja a lista das 14 unidades da federação que apresentaram expansão de PIB maior que a do Brasil em 2023:

Acre: 14,7% Mato Grosso do Sul: 13,4% Mato Grosso: 12,9% Tocantins: 7,9% Rio de Janeiro: 5,7% Goiás: 4,8% Paraná: 4,3% Rio Grande do Norte: 4,2% Roraima: 4,2% Maranhão: 3,6% Alagoas: 3,5% Minas Gerais: 3,4% Espírito Santo: 3,4% Distrito Federal: 3,3%

Os quatro líderes do ranking contaram com bom desempenho especialmente do cultivo da soja. Já o Rio de Janeiro teve a contribuição da indústria de óleo e gás. O Distrito Federal foi impulsionado pelas atividades financeiras e administração pública.

Apesar de alguns números serem bem superiores ao do crescimento do país, os dados não significam que os estados são os que mais influenciam a média nacional. Isso acontece porque cada unidade da federação tem um peso no conjunto do país.

O Acre, por exemplo, representa apenas 0,2% do PIB brasileiro. Já o Rio de Janeiro, 10,7%. O estado com maior participação é São Paulo, que concentra praticamente um terço do PIB nacional (31,5%).

Em 2023, a economia paulista cresceu 1,4%, terceira menor expansão, à frente apenas de Rio Grande do Sul e Rondônia, ambos com variação de 1,3%.

Regiões

Ao medir o crescimento da economia por regiões, o Centro-Oeste se destaca, com expansão superior ao dobro da nacional.

Centro-Oeste: 7,6% Norte: 2,9% Nordeste: 2,9% Sudeste: 2,7% Sul: 2,6%

Desconcentração econômica

O IBGE apresentou também o comportamento das economias estaduais no período de 2002 a 2023. Dezessete UFs tiveram crescimento médio anual superior ao do Brasil nesse intervalo de tempo.

Enquanto o país teve taxa média de 2,2% ao ano, Mato Grosso (5,2%), Tocantins (4,9%) e Roraima (4,5%) superaram a marca de 4%, todos influenciados pela agropecuária.

Rio de Janeiro (1,6%) e Rio Grande do Sul (1,4%) tiveram os menores resultados. Os dois colheram recuos na indústria de transformação.

O comportamento das duas últimas décadas indica desconcentração da economia brasileira. Considerado a locomotiva do país, São Paulo era 34,9% do PIB brasileiro em 2002, passando para 31,5% em 2023.

O Rio de Janeiro é o segundo que mais perde participação em 21 anos, indo de 12,4% para 10,7%.

Na outra ponta, Mato Grosso foi o que mais cresceu no período, quase duplicando a participação – de 1,3% para 2,5% do PIB brasileiro. Assim, o estado que era o 15% maior PIB do país em 2002 terminou 2023 como o 10º maior.

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