São Paulo, 20 de Outubro de 2026
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Consumo dos brasileiros cresce 2,63% no primeiro semestre

O Consumo nos Lares Brasileiros registrou alta de 2,63% no primeiro semestre de 2025, de acordo com balando divulgado pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), nesta quinta-feira (24)

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Agência Brasil

Consumo dos brasileiros cresce 2,63% no primeiro semestre
Créditos: Agência Brasil

O Consumo nos Lares Brasileiros registrou alta de 2,63% no primeiro semestre de 2025, de acordo com balando divulgado pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), nesta quinta-feira (24). Em junho, na comparação com o mesmo mês do ano passado, o crescimento foi de 2,83%. Já em relação a maio, o indicador avançou 1,07%. Todos os dados foram deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA/IBGE) e abrangem todos os formatos de supermercados.

“O desempenho confirma a resiliência do consumo das famílias, mesmo diante da inflação ainda elevada no grupo de alimentos e bebidas, que acumulou alta de 3,69% no semestre, acima da inflação geral (+2,99%). Ao longo do semestre, o consumidor pesquisou preços, trocou marcas, mas não reduziu o consumo em volume”, disse o vice-presidente da Abras, Marcio Milan.

Abrasmercado

O Abrasmercado, indicador que mede a variação de preços de 35 produtos de largo consumo, registrou queda de 0,43% em junho, após nove altas mensais consecutivas. A última deflação ocorreu em agosto de 2024, quando a variação foi de -1,32%. Com o recuo, o valor da cesta passou de R$ 823,37 em maio para R$ 819,81 em junho. Apesar da redução no mês, os preços acumulam alta de 3,18% no semestre e de 9% no intervalo de 12 meses.

Entre as proteínas animais que mais contribuíram para a desaceleração no mês, destacam-se os ovos (-6,58%), a carne bovina – corte traseiro (-1,17%) e dianteiro (-0,64%) – e o frango congelado (-0,47%). A única alta foi registrada no pernil (+0,32%). No grupo dos produtos básicos, sobressaíram-se as quedas do arroz (-3,23%), da farinha de trigo (-0,66%), do óleo de soja (-0,59%), do feijão (-0,49%) e do leite longa vida (-0,25%).

No hortifrúti, a batata (-1,90%) e a cebola (-0,13%) registraram queda, enquanto o tomate apresentou aumento (+3,25%), o que pressionou o indicador. Em higiene e limpeza, o comportamento foi predominantemente de alta, com variações no creme dental (+0,09%), xampu (+0,55%), sabonete (+0,71%) e papel higiênico (+0,82%). Entre os itens voltados à limpeza doméstica, os aumentos foram registrados no desinfetante (+1,69%), sabão em pó (+0,85%) e detergente líquido para louças (+0,37%). Já o preço da água sanitária (-0,01%) ficou estável.

Quando analisadas as regiões, a maior queda foi registrada no Sudeste (-0,79%), onde a cesta passou de R$ 843,48 para R$ 836,85. Em seguida, aparecem o Centro-Oeste (-0,36%), com redução de R$ 774,85 para R$ 772,03; o Nordeste (-0,32%), com queda de R$ 733,36 para R$ 730,98; e o Sul (-0,25%), onde os preços recuaram de R$ 899,87 para R$ 897,63. No Norte (+0,04%), houve leve alta, e os preços subiram de R$ 888,15 para R$ 888,51.

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