São Paulo, 20 de Outubro de 2026
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Dólar sobe para R$ 5,68 com anúncio de acordo entre EUA e China

O anúncio de um acordo comercial entre Estados Unidos e China foi recebido de forma mista pelo mercado financeiro. O dólar, que tinha caído nos últimos pregões, subiu, permaneceu abaixo de R$ 5,70

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Agência Brasil

Dólar sobe para R$ 5,68 com anúncio de acordo entre EUA e China
Créditos: Agência Brasil

O anúncio de um acordo comercial entre Estados Unidos e China foi recebido de forma mista pelo mercado financeiro. O dólar, que tinha caído nos últimos pregões, subiu, permaneceu abaixo de R$ 5,70. A bolsa de valores abriu em alta, mas não acompanhou o mercado internacional e fechou estável.

O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (12) vendido a R$ 5,685, com alta de R$ 0,03 (+0,53%). A cotação chegou a superar R$ 5,70 por volta das 15h, mas desacelerou nas horas finais de negociação.

O mercado de ações teve um dia mais volátil. O índice Ibovespa, da B3, alternou altas e baixas ao longo do pregão, mas fechou aos 136.563 pontos, com alta de apenas 0,04%. O indicador chegou a subir 0,71% às 10h12, mas desacelerou até encerrar estável.

No fim de semana, os Estados Unidos e a China chegaram a um acordo tarifário durante as negociações de autoridades em Genebra, na Suíça. O acordo só foi anunciado na madrugada desta segunda-feira no horário de Brasília.

Pelo acordo, os Estados Unidos reduzirão as tarifas extras sobre as importações chinesas de 145% para 30%, enquanto as taxas chinesas sobre as importações norte-americanas recuarão de 125% para 10%. As novas medidas vigorarão por 90 dias.

O anúncio de um acordo fez o dólar subir em todo o planeta. Isso porque investidores abandonaram aplicações em moedas seguras, como euro e iene, para comprarem divisas norte-americanas.

Diferentemente dos últimos dias, as moedas dos países emergentes foram afetadas porque existe a possibilidade de que a China volte a comprar mais commodities (bens primários com cotação internacional) dos Estados Unidos.

No Brasil, a bolsa ficou estável por causa do receio de que a alta do dólar, caso se prolongue por muitos dias, faça o Banco Central (BC) subir a Taxa Selic (juros básicos da economia) em junho para segurar a inflação. Os investidores aguardam a divulgação, nesta terça (13), da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) para terem pistas do que o BC fará nos próximos meses.

*Com informações da Reuters

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