São Paulo, 20 de Outubro de 2026
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Brasil teve saldo positivo de 71 mil vagas ocupadas por estrangeiros

O mercado de trabalho formal brasileiro registrou, em 2024, um saldo positivo de 71 mil vagas ocupadas por estrangeiros, segundo levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) com base nos dado

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Agência Brasil

Brasil teve saldo positivo de 71 mil vagas ocupadas por estrangeiros
Créditos: Agência Brasil

O mercado de trabalho formal brasileiro registrou, em 2024, um saldo positivo de 71 mil vagas ocupadas por estrangeiros, segundo levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

O resultado, que considera os postos celetistas, é 50,1% maior que o registrado em 2023, quando o saldo foi 47,3 mil vagas ocupadas por estrangeiros no mercado de trabalho brasileiro.

Segundo a FecomercioSP, os setores que exerceram maior atração aos estrangeiros foram a indústria de transformação, com saldo de 27,5 mil trabalhadores celetistas; o comércio e reparação de veículos, com 15,2 mil novos postos; serviços administrativos e complementares (7,2 mil); serviços de alojamento e alimentação (5,8 mil); e construção civil (4,8 mil). O mercado catarinense foi o que se expandiu com mais força para os estrangeiros, gerando 18,9 mil novas vagas.

Os dados mais recentes sobre a origem dos estrangeiros presentes no mercado de trabalho brasileiro são de 2023 e indicam que 44,3% da mão de obra do exterior era de cidadãos da Venezuela, seguidos pelos haitianos (15,8%); paraguaios (4,8%); argentinos (4,2%); e cubanos (2,9%).

“O ótimo momento do mercado de trabalho do Brasil (uma taxa média de desemprego recorde de apenas 6,6%, de acordo com o IBGE) reflete em vários aspectos, como aumento da massa de salários e da média de renda da população e, agora, também é possível ver como ele tem impacto sobre países da América Latina”, destacou a FecomercioSP, em nota.

Segundo a entidade, o fato de dois terços dessa mão de obra ser preenchida por pessoas de países em crise, como a Venezuela e Haiti, mostra que o Brasil pode elaborar políticas públicas voltadas para a absorção delas.

“Conta muito, por exemplo, a razoável escolaridade desses migrantes, além do fato de serem jovens e de virem ao nosso país em busca de melhores condições de vida. Não só isso, mas empregá-las também gera um efeito social relevante, porque proporciona renda, acesso ao sistema de crédito e proteção institucional, já que o regime celetista garante uma série de benefícios ao trabalhador”.

A FecomercioSP reforça que, se a tendência é que esse fenômeno continue crescendo, o país poderia utilizá-lo para melhorar a produção nacional e expandir os setores que mais demandam por mão de obra.

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